sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Sabre de luz e tosse...

O tempo não ajuda!
Que noite esta que tivemos, a iniciar pelo anoitecer, e a terminar no amanhecer.
Ao anoitecer uma reunião mini familiar/sócios a colocar (nisto estou a menosprezar e a dar um aspecto mais superficial possível), isto é, a tentar pôr um ponto final numa relação que se arrasta a algum tempo: a dissolução contratual das quotas da empresa, através da venda das mesmas.
Uma reunião marcada com tempo, e mesmo assim, porque foge ás responsabilidades, um dos sócios envia em sua representação a mãe. Digam-me: era para me intimidar, ou para me rir? Perderam tempo e oportunidade para o fazer. Se á coisa que me faz saltar a tampa, são desigualdades e a imparcialidade das decisões. Tentam, mas não resulta; é que o poder de argumentar não lhes está na língua, só o de dizer patacuadas sem nexo relevando para factos históricos que nem o nosso grande historiador José Hermano Saraiva se lembraria de clamar para a altura; que fulano é melhor que outro, que vende mais, que vocês querem é dinheiro, pata-ti-pata-ta, ou seja em vez de estarem a dizer barbaridades se estivessem calados, teriam ganho o poder de não se afundar cada vez mais (se soubesse tinha levado um saco de batatas para descascar, ou um novelo de lã e duas agulhas para fazer uma camisola, ou um rolo de fio de algodão Âncora e uma agulha de croché para fazer naprons ou macramé). Ainda tive para sacar do meu sabre de luz, mas um jedi, tem o poder de utilizar a força da palavra sem temor e contra qualquer adversidade. Proclamei o meu evangelho, as minhas condições, e visto eu não gostar de falar para paredes ou caixotes vazios, levantei-me, despedi-me cordialmente, porque ainda tenho um pouco de tempera e dignidade, e saí da sala. Apeteceu-me lançar esse célebre epiteto ou jingle: " Vão mas é trabalhar como as pessoas,...", mas não desco tão baixo.
Estava eu estirado no leito do heroi e já restabelecido do meu ultimo combate frente a um sith, por volta das 5:00 da madrugada, quando senão ouço um choro descontrolado, numa mistura de espectoração e tosse, do meu filhote. Salto da cama, levo-o num aspecto quase sonâmbulo para a nossa cama. E isto caros amigos é uma falta gravíssima na educação de uma criança. Um procedimento inconsciente na altura, com repercursões gravíssimas para o futuro: ou seja, quando o petiz tiver 20 anos, ainda vem dormir uma soneca connosco, durante a madrugada. O instinto humano é tramado, e então o das crianças é de se lhe tirar o chapeu. Lá se foi mais um resto de noite para o branco (não preguei mais olho, com o receio do cilindrar).
Claro que com tudo isto, tenho de rematar o entremeio da noite, com o facto de ter feito uma ventania, tipo ventania. Foi uma noite...

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