sexta-feira, 20 de março de 2009

Só falta a Imperial para testar...

De onde vêm os copos!
É verdade. Estive numa unidade fabril, onde se produz copos. Pensavam que vinham de Paris através da cegonha, ou apareciam como os cogumelos; nada disso.
Á entrada, reunimo-nos com a técnica da empresa, responsável pela HST (Higiene e Segurança no Trabalho), que nos explicou os respectivos procedimentos a levar em linha de conta, assim que entrássemos nesta empresa do ramo da cristalaria: Epi´s (equipamento protecção individual), sinalética, respeito pela marcação pedonal, ...
Colocamos uns tampões nos ouvidos, ... e que silêncio, ... ; via a técnica a gesticular fervorosa e respeitadamente, algumas palavras, para tentarmos perceber a concepção do vidro, desde a matéria-prima, passando pela moldagem, escolha e armazenamento.
Entramos; e apesar do silêncio imperar na minha cabeça, recebi o quente bafo dos fornos eternos que não param de derreter areia de Rio Maior, carbonatos, e mais alguns componentes da tabela periódica (pelos vistos só param de dez em dez anos, ao que percebi, para trocar algumas peças de desgaste). O infernal barulho de cozedura mecanizada, sentia-se no corpo, e por momentos senti-me nesse grande épico de Tolkien, ao passar pelas grutas de Moria, e fugindo de um demónio antigo enraivecido. Depois de admirar a oponência desse grande e extenuante queimador, passamos á secção da moldagem: gotas de vidro líquido, passando de trilho para trilho, pingando de molde em molde, comprimidas pela dor da força do aço, até á leveza cristalina de um copo.
Fugimos da produção, que o tempo urge! Um retoque pela questão ambiental e logística no armazenamento de óleos; e zás!... um empurrão até á escolha! Pessoas em turnos, escolhendo cálice a cálice, copo a copo, caneca a caneca, tentando encontrar um defeito para negar uma peça ao mercado.
E finalmente, o armazenamento: paletes, ... resmas de paletes, sobrepostas, empilhadas, embrulhadas para a sua viagem final: o mercado.
Terminada a visita, que muito agradeço pela oportunidade única, a minha conclusão:
"... e a máquina de Imperial, para testar a caneca acabadinha de sair? E se a caneca não veda, como é?" Falha grave no sistema de escolha: máquina de Imperial (imperetrivelmente), e vários provedores oficiais (eu disponibilizo alguns dias para essa nobre missão), e já agora um camarãozito fresquinho.... pode ser?

1 comentário:

Beto disse...

lol, pois é António, até eu que já estou um pouco mais habituado aquelas andanças, fiquei de boca aberta de espanto com o mecanismo que vimos lá naquela empresa. concordo plenamente ctg na questão da maquina... de imperial!
é uma enorme falha! qualquer entidade que tenha produção em série deve ter a secção de provedor... ora, se esta faz copos de IMPERIAL, claro está, tem de haver maquina! eheh
Abraço António! muito bom o teu blog! parabéns!