sábado, 28 de março de 2009

34 garrafões de água

Fui á fonte, acompanhado desse nobre filósofo, e do meu herdeiro (nem que seja da ramona, mas é herdeiro). Carregamos 34 garrafões vazios, e lá fomos, rezando para que ninguém estivesse àquela hora, a abastecer (aquilo nem eram horas nem nada, eram 11 e uns trocos). Chegamos; tirámos os 34 garrafões vazios, e atestamos (em exclusivo para nós, pelo menos àquela hora), em duas bicas cheinhas até ao batoquinho, desimpedidas só para nós. Foi um ver se te avias; "Assim fosse no Verão" me disse continuando a enxaguar garrafões e a atestar freneticamente, tentando aproveitar sem desperdiçar todas as gotinhas desse milagroso líquido da Natureza. "Os testes da água quando foram feitos?", perguntou. Estiquei-me até ao panfleto da análise; olhei, li, pesquisei, aquele sem número de normas e decretos; e no final o que nos interessava "Foi em Janeiro de 2009." respondi. "Então não está azeda! (risota)", repostou. Tem razão! Está no ponto...
Carregamos os 34 garrafões cheios, e voltamos, em busca do almoço para um nobre repasto. Pelo caminho de regresso, o tema da moda: a crise. Pá ta ti, pá ta ta, ... e eis senão que "aquele que lá está, já fez alguma coisa!", declarou. Quem?, pensei eu. Será que é o prior, o presidente da junta, ... não estou a associar; certamente alguém conhecido. "Logo que soube, mexeu os cordéis e soube onde estava o dinheiro!" Sinceramente, algum negócio certamente da terra, ou algum caso de desvios de fundos,... bem, a verdade é que já sou um imigrante, por isso as novidades da terra já me passam bem ao lado. De modo a não parecer tão ignorante, ou melhor, que não tenha saído deste planeta há 10 anos, e voltado só agora mesmo, a tempo de ir á fonte, desbloqueei a conversa: "Então?", que estúpido! Há frases mais ricas e suculentas do que este então, valha-me Deus. Adiante! "O americano, prometeu e já mexeu; logo que soube da falência daquele banco, ou lá o que raio é aquilo, foi ver onde estava o dinheiro do estado, e conseguiu recuperá-lo!"
Ok! Alô terra! aqui torre de comandos deste inculto, que esteve no planeta Júpiter! Onde tenho andado, ó senhoras de Matosinhos!
"Não é como nós por aqui; um banco vai á falência e zás, lá entra o nosso! Ele, no entanto, está a passar por cima da crise; mas devagarinho..." professa. "... e ainda que o tempo ajudasse, para não nos estragar as novidades (produtos agrícolas, que são novidades numa determinada época): as batatas do cedo, a formiga tá a pegar-lhe; as verduras, estão zarolhas,..." Cheguei lá! A economia americana versus quintal do Vale do meio. Agora percebi! Um consegue levantar da crise, e o outro caminha para lá.
Yes we can! Talvez este seja o abracadabra da crise e assim pegue...

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