terça-feira, 19 de janeiro de 2010

A canzaria passa e o sono vai

Não sei o que se passa com a canzaria. Penso estar no meio duma conspiração para o “não deixar dormir”. O cão da vizinha berra desalmadamente, como se não houvesse amanhã; berra, porque aluado certamente não deve ser, que a lua cheia nem de perto nem de longe. Já me lembrei de ir ter com ele e questioná-lo sobre os seus problemas, … também ponderei atirar o livro pela janela, que tenho á mezinha de cabeceira, mas o José Rodrigues dos Santos não tem culpa no cartório, e ainda por cima sei que ficaria sem livro e desfeito; e como já tive a má experiência de passar na bike, numa subida, exausto, junto a um cão que come papo-secos, achei por bem ficar debaixo das mantas, e percorrer um zapping de canais.
A juntar ao ramalhete, a gata Kitty, anda ás turras com um dos namorados; é berros, é ai Jesus, é rosnares, … já tinha reparado que ela andava muito oferecida; é o que dá ser nova, solteira e desinibida sem relação assumida. Já lhe conheci três ou quatro felinos, que foram lá usurpar uma ração ao prato dela. Aqueles olhos azuis é que estragam tudo, “e os olhos em bico” … diz a filhota.
Há também um galo, que a meu ver deve de andar numa fase de alucinações; ao ligar a luz do meu wc, para ir dar vazão á força da natureza, julga ver o nascer esplendoroso do sol, e cacareja de peito inchado, despertando todos os habitantes deste modesto planeta. Mais alguns dias de vida, e entretanto fica apto para uma boa cabidela.
Ainda tenho as pegas, essas ladras, que depois do padeiro, sorrateiramente me roubam o pão da saca; e eu ainda tive o desplante de pedir justificações ao padeiro, por supostamente não ter deixado o pão na saca, mais valia ter ficado calado …
É a conspiração total, … “anda mas é tudo possuído” diz um primo.

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