quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

A Chefe da tasca "Chez Moi"

Um repasto bem caseiro!
Foi o que foi; ontem, hoje e amanhã (tem nada a ver com o célebre tema do José Cid).
Ora ontem tivemos salada de feijão-frade com atum, com um leve agro de cebola, um aroma a orégãos pimenta, e regado com um fio de azeite de Pelmá. A acompanhar um “Chaminé” alentejano de raça, de Cortes de Cima. Só faltou mesmo o célebre pão torrado, barrado com azeite e orégãos, que tantas noites me satisfaz, antes de ir dormir o sono dos justos… só de pensar nisso estou a lambuzar-me todo.
Hoje, a famosa feijoada caseira, confeccionada com feijão carrapato demolhado da lavra, chouriço caseiro do fumeiro dos pais, e fêvera da ultima matança da marrã (fêmea do porco, suíno). Um deleite;… que saudades destas feijoadas,… mas só no Inverno, é claro, porque é quando preciso de poder calórico; porque o Verão clama por saladas e churrascos, com a intenção de criar um corpinho Danone.
Logo á noite, os famosos grelos de nabo, com broa de milho esburgada, bife assado na brasa, com dente de alho, a famosa aspersão de azeite, e o baptismo do “Chaminé” (que é uma virivilha – popular). Nada de sobremesas, só petiscada, para saborear o aroma da terra; não que eu tenha vontade de comer terra, ou eventualmente roer uma leiva de barro, por carência de alumínio, ou simplesmente por ter um desarranjo intestinal. Simplesmente por sentir o sabor de uma comida á antiga: caseira. Os meus agradecimentos á chefe, que nos surpreende com estes petiscos á la carte. O meu bem haja!

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