terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Tainadas

Aprendi com um colega meu do norte, uma palavra forte, que engloba um forte senso de amizade, temperado com um bom jantar, acalmado por uma provável noite de farra: tainada.
Da época festiva que se vive, vamos celebrando de um modo ou de outro, por aqui e por ali, em grupos de amigos e colegas, festas e jantares de Natal.
Comecemos pelo Jantar da Crisform: após a sugestão esplendorosa de um dos formados, de nos voltarmos a encontrar, depois de todo este período de silêncio, e afastamento, juntamo-nos no “Cardápio do Visconde”, em Marrazes, para voltar a pôr em dia a nossa vida desde então. Pouco a acrescentar, a não ser mais algumas formações conseguidas, e o desejo de alcance de outras. No final, ao café, um amigo que se junta a nós: o formador. O reencontro com alguns poucos amigos, … na próxima tentaremos mais, senão todo o grupo. A ver vamos.
O Jantar de Turma, da minha esposa, é daqueles jantares mediáticos anuais, que tem marcação obrigatória, superando agendamentos de vida social inadiáveis; já lá vão 15 anos de jantares, sempre com as mesmas caras e mais algumas novas, que entram para o grupo, que recebemos alegremente, como namorados, nubentes ou esposos. A concentração realiza-se como sempre no “Restaurante Paris”, em Meirinhas, que patrocina este convívio, com um digestivo ao final do repasto. A noite continua por uma visita ao “Estrela Azul”, que este ano, por unanimidade, decidimos não chagar; “Amazónia Bar”, e finaliza no vizinho “Palace Kiay”, até ao luzir do dia… por vezes até há tempo para pequeno-almoço, no “S. João”.
Jantar de Raclete; não há qualquer alusão a equipamento desportivo de provas de ténis, ping-pong ou badmington, simplesmente ao tradicional prato de origem francófona, ou alpino. Um prato, que para além de apreciar muito pela sua confecção, remete-nos ao convívio relaxado na companhia dos nosso amigos: o factor tempo não tem peso nesta refeição: enquanto o queijo derrete e se embrenha na carne, enchidos, legumes e batata, falamos, rimos, fraternizamos, bebericamos novos vinhos e degustamos, … uma boa refeição tranquilizante.
Jantar de Empresa, o juntar de todos os funcionários das empresas, para convivermos longe das questões produtivas e laborais. Um bom momento de nos conhecermos melhor no companheirismo de colegas de trabalho.
Jantar de Couves de Corte; ultima aposta em jantaradas, que irá ramificar para jantar de Grelos com Arroz. As famosas couves de corte, que alguns de nós bem conhece, cozidas em água e sal, acamadas sobre miolo de broa, com um ovo escalfado “a cavalo”, e um bom fio de azeite; ainda se pode acompanhar com massa grossa e azeitonas. Um vinho alentejano, para suavizar, e para nos remeter a uma época antiga, de um prato caseiro simples. Alguns colegas, ao início, estavam cépticos, mas aceitaram o desafio da prova…, e ainda bem para eles, senão mais sobrava para quem gosta desta pitéu.Nisto tudo, e num breve sumário, confraternizamos as amizades que continuam e perduram, … bons momentos, e até á próxima tainada.

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