terça-feira, 22 de novembro de 2011

O rei do pião

É certo que o pequeno prato, não era mais que redondo! Perdão; uma malga! 
Ao centro, uma auréola, que adornava o rebordo num azulado caiado. No fundo, uma pinga de leite angelical morna! 
O fitar do olhar, mantinha o horizonte num "frame" momentâneo,... A mão segurava a cabeça, para ela não cair! A manhã entrava pela janela! O sorriso persistia! 
"Filho! Olha o pão que torra junto ao lume!" ouvi na distância,... Mantive a postura! A pitoninha desandava incansavelmente, expulsando os outros piões, numa "roda bota fora" ... Ganhara, finalmente! Eu pulava, ... o pódio era meu: "O Rei do Pião".
Sem dar por ela, quase do nada, uma calduça bem dada, surge! "Eu não te disse! Agora comes cabozes ou carvunços! Raio da cabeça ao vento, sempre no mundo da lua!"
O pão quebrava, como uma caroça de crutos bem secos, ... crunch! crunch!
Ganhara, ... em sonhos, é claro, mas ganhara!





2 comentários:

Briseis disse...

Adorei... que história maravilhosa, com cheirinho a infância!

mixtu disse...

o pião...
a malga...
e a calduça... linda que caiu do céu...

abrazo serrano dos noivos