terça-feira, 19 de abril de 2011

A estrela M.

No momento caímos, ... nem conseguimos verbalizar o que sentimos, ... choramos, porque também somos pais; enchemos os olhos de agua, porque era a nossa menina, ...
Complacente, nem acredito! Choro somente! ... Nem sei que diga a uns amigos, que lhe desmorona o mundo, cansados da luta diária e atroz, contra o tempo, ... contra algo que ... não sei!
O que eventualmente poderei conseguir tangir, será o conforto do abraço, uma palavra de coração combalido, um reconforto de pais para pais. Uma etapa de vida que tentamos, acompanhar do nosso melhor modo e capacidade, ... mas nunca superior a quem a ama, cria e acompanha dia-a-dia. Por isso choro, ... pois mesmo o meu pedido, o mais pequeno e o maior, não lhe afastou esta hora.

Transmitimos aos filhotes o sucedido, ... a filhota chorou, já deitada, ... "Pedi todas as noites por nós, e pela M.! Tinha saudades dela!" humedeço os olhos, e deito-me no seu travesseiro, ... canto-lhe a música de sempre, que a sossega ao mexer do seu cabelo ... "Vai aparecer a sua estrela lá em cima?" perguntou ...
"Claro que vai! É mais que merecida! ... E já lá está!" tranquilizei-a ...
O grandão, disse-me que queria brincar com ela, somente, e ... eu entendo a sua ingenuidade, a sua pureza traquina!
A vida deveria seguir o seu curso natural, ... até já M.!

2 comentários:

C. disse...

Que triste e que saudade nao é... e como você disse "chorar somente".

Um outro abraco forte de cá também.

Nilson Barcelli disse...

Sou pai, mas acho que não consigo imaginar sequer o sofrimento da perda de um filho. Pior, não há...
Um texto muito triste, mas carregado de afecto.
Caro amigo, um abraço.