segunda-feira, 13 de julho de 2015

Parabéns "grandão"...


Sei que ainda não te interessa muito este "patuá", como diz o avô Fagulha, mas este dia importa ...
Não é só quando nos aparece um pelo no peito que nos tornamos homens, mas sim quando temos o olhar de traquina, visão de destemido, coração de manteiga, pelo na venta, doçura no momento, saudades de colo, orgulho no ser, alegria no sorriso, inocência nos comentários profundos, cabelo de rebeldia, sentir profundo, imaginação de criança, bom ouvinte de histórias, bom "vivant", cavaleiro desenrascado, ... "um verdadeiro indio", no verdadeiro sentido da palavra, ... carácter e fortuitas qualidades que vejo no "grandão", que é um amor de homem. Parabéns filhote.

terça-feira, 2 de junho de 2015

Comentários saudáveis ... # 3

No enlace da relação, e por estes anos de partilha, ir tomar um copo, sair para socializar, ver um filme qualquer, abanar o coiro, ou simplesmente dar uma volta por aí, "dá saúde e faz crescer"... qualquer coisa, diz o povo, e aprovo.
"Grandão! Eu e a mãe vamos a um bar logo. Ficas em casa do avô esta noite?" questionamos...
"..." fez uma pausa filosófica, seguida de uma face de descontentamento ingénuo "...sozinho?"
"Sim! A mana, vai para casa da velhaca, terminar um trabalho, ... muito importante, dos escuteiros!" expliquei olhando a esposa.
"..." ar de marotice mental, mas despachado... "Pai! Posso ir convosco?" resoluto...
"Grandão! É um bar, com algum barulho de luzes e fumo, onde só deixam entrar adultos, pessoas grandes! O porteiro, não deixa entrar crianças!" afirmei ...
"Não há problema, pai! Eu vou convosco, e digo ao senhor porteiro que tenho dezoito anos, ... mas que sou pequeno, porque tenho uma deficiência!" ...
Ponto de vista oportuno, de criatividade a tocar no maturo, com laivos de fantástico infantil, e resposta pronta na ponta da língua, para quem ostenta uma diferença legal de onze anos, para frequentar um espaço de diversão público, e nocturno, ou reacção sem travões, pelas escadas abaixo, desembraiado, para me escalabardar num destes dias em risotas.

terça-feira, 17 de março de 2015

Simplesmente parabéns "princess"


Fui folhear as paginas distantes. Encontrei um trecho que escrevi á 4 anos, simplesmente parabens ... Com a nostalgia do momento, e os anos que cavalgaram mais rápido, que a deslocação da luz, senti que as mudanças foram construtivas. Li-o e ... li-o.
Parei, medi, comparei...
O momento repercute-se ... as mudanças, as alegrias, as tristezas, as amizades, as preocupações, a evolução física, a teimosia do carácter, a fidelidade selectiva, ... no fundo o crescimento. É um orgulho ver, ...
Sentir um abraço de agradecimento matinal, cantar o embalar noturno, aconchegar as mantas, conversar sobre ..., realizar tarefas, ouvir o conselho, rir de ... e sorrir com..., os momentos que nos mitigam ao encantamento de uma pequena princesa, que cresce.
A tarefa continua a ser cumprida, ... sentimos que os objectivos, estão a ser comodamente aplicados, com entendimento, humildade, sem grandes alaridos, restrições ou punições, ...
Por isso, parabéns filhota princesa...

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Comentários saudáveis... # 2


Só para frisar, que a malta cresce, ... suave e inocentemente.
A caminho de mais um dia de treino e competição árdua nocturna, o grandão joga este "barro á parede"... numa dissertação, a tocar o sério.
"Pai! Contaram-me esta anedota hoje, no recreio da escola:..." disse empolgado...
"Ah sim?! Então conta." respondi.
"Um elefante, diz para um camelo:
- Ah ah ah ah! Tens mamas nas costas!
Diz o camelo:
- E tu? Tens uma pila (1) na cara!"

... impossível comentar, ... a natureza flui, prega-nos partidas e tem destas parecenças animalescas, bem observadas cientificamente, que nos confundem o baralho.


(1) - Por ser mal mandado, e de modo a não ferir suscetibilidades mais sensíveis, coloco aqui em letras miúdas, a palavra correta que saiu, não profanada e sem segundas intenções, do vocabulário do grandão, e que neste momento está substituída por uma palavra menor: "picha"
"Não é asneira, pois não pai?"

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Santo Café ... valei-me!


Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!
Mas este coirão, como ainda resiste, ... ahhhhhhhhhhhhhh!, ás ofensivas barbaras e intensas deste mal, tão bom de curar? ahhhhhhhhhhhhh!
Uma toma de massas fortes e resinosas, pelo arrastar do dia, e talvez amaine a persistência, ahhhhhhhhhh!, ... deste inconveniente mimicar de maxilar.
Se inadvertidamente me descuido um segundo, sou atacado pela força gravítica, que me arrasta o músculo levantador superior da pálpebra, sendo projetado para o espaço hiper cideral, a uma velocidade de 1000 anos luz por segundo,... ahhhhhhhhhhhh
Degustar várias vezes ao dia: Santo café, conforto para a minha alma não penar, ajudai-me a passar, as contrariedahhhhhhhhhhhhhhhdes, e as tentações da moleza e da "lagartagem", que me atentam entre o nascer e o pôr do sol. ahhhhhhhhhh! "men".


terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Parabéns Pai!


O que se diz a um pai, que nunca esperamos ver, a ranger os dentes, de olhos humedecidos, e se contraia sobre a sua dor num sorriso...
Talvez o abraço resulte, neste dia, ...
As palavras não confortam, exprimem decisões rabiscadas sem nexo, ... o estar bem, desenha-se na aparente calmaria.
Sentado junto á janela, observa a sua idade que chega, com um fardo que range num mau estar, que dilacera toda uma vida.
Abracei-o... "Parabéns Pai!"

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Por aqueles...


... sim, não sou insensível, ao que me rodeia! ... também tenho sentimentos...
... também partilho da generosidade das palavras, e, sobretudo dos actos.
E por aqueles que não podem partilhar a mesa, com uma refeição e com um coração quente, ... 
... por aqueles que não conseguem alegrar e reunir a sua família, nesta noite, ...
... por aqueles que lutam por um mal maior, obrigados e contrariados, ...
... por aqueles que zelam pelo nosso bem estar, e nos protegem, ...
... por aqueles que dormem numa cama desabrigada, ...
... por aqueles que a saúde, se esvai entre os dedos, ...
... por aqueles que choram e recordam, ...
... por aqueles que aguardam um carinho, um mimo, uma palavra,  ...
... por aqueles que são esquecidos, ...
...
Que tenham um Santo e Feliz Natal, possível, ... Boas Festas a todos.

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Rede social ... a Consoada.


Eu que estarei ocupado, nessa grande rede social, que é a noite da Consoada, trocando vivências, segredos, alegrias, amor, sabores, experiências, mimos, ... com os meus mais que tudo, quero, aliás, queremos, porque a partilha e o desejo é mutuo, desejar:
Aos amigos,
Aos amigos chegados,
Aos amigos que são familiares, parentes, compadres e confrades,
Aos amigos que se encontram longe e semeados por essa terra além,
Aos amigos que por razões profissionais, económicas, ou de força maior, se afastaram,
Aos amigos que descobrimos e atamos com laços de amizade,
Aos amigos que nos receberam e recebem como somos,
Aos amigos que partilham alegrias, tristezas, e sonhos,
Aos amigos que nos fazem rir, sorrir e chorar,
Aos amigos que elevam o copo, e saúdam,
Aos amigos que dançam, e festejam,
Aos amigos que vivem o momento, e partilham,
Aos amigos que estendem a mão, para nos erguer,
Aos amigos que abraçam, e choram as suas mágoas,
Aos amigos que estão presentes, mesmo ausentes,
Aos amigos que arregaçam as mangas, e vivem,
Aos amigos que nos mostram sabores, aromas e momentos,
Aos amigos que são os nossos filhotes, que crescem,
Aos amigos que são os nossos pais, e irmãos, que nos confortam,
Á amiga que é esposa e mãe, que me acompanha,

A todos, sem excepção, ...

Feliz Natal, Boas Festas, junto dos seus...

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Nova Batalha...


No recanto da enorme lareira, que a todos nos alberga, dedilhamos o passado, ... "matrafices" de putos reguilas, que desafiam a integridade física e psíquica, mas que constroem carisma e personalidade.
Riamos, ... lá fora o som da chuva que batia forte no chão... degustávamos meia garrafa de vinho, e meias conversas.
A porta sussurrou um leve bater de nozes de dedos firmes. Levantei-me em cortesia, e indaguei o bater: "Quem é?"
... "Um oficial representante, senhor!" respondeu
Levantei o trinco, e abri a porta ao mensageiro confiante. O vulto mantinha a mão estirada... um sobrescrito cruzado em quatro, com o carimbo oficial.
"É o patriarca?" pergunta-me ...
"Sou, ... mas não desta casa!" respondo ...
"Preciso falar com o patriarca desta casa, senhor!" ordenou, sem ligar ao imponente som da chuva.
Dirigi-me ao patriarca "Pai! Chamam-no á porta!"
"Quem é?" perguntou-me num sussurro ... "Um oficial representante!" respondi.
Ergeu-se do seu banco, e dirigiu-se á porta, ... reconheceu a farda branca, o capacete branco, ... estendeu a mão, e apertou numa saudação, ... recebeu o papel.
"Tenho que aguardar que leia e me confirme, senhor!"
As mãos começaram a desembrulhar tremulamente a dobragem. Acorremos para ver o que se passava... os olhos dedilhavam cada palavra...
"Fui chamado!" ... e voltou silencioso para o canto. As labaredas esvoaçavam num calor vivo, pelo meio das cavacas de pinho, oliveira e carvalho. O calor crepitante era reconfortante...
"O quê? Voltar a incorporar o corpo da armada, para esta nova guerra, com esta idade?" indaguei ...
"Na ultima batalha, era pouco mais novo, ... houve mazelas, dor, pranto e sangue... mas recuperei!" ... Parou um pouco,... a humidade nos olhos, começava a notar-se misturada com a emoção... "Embora o medo, esteja em cada trincheira, recanto, ou lamaçal..." limpou com o polegar uma lágrima que começava a jorrar... "..., a vida prevalece!"
"Mas com esta idade, pai? Não haverá outras formas de encarar a batalha? Pacificamente?"
"A idade, é só um registo, ... o espírito é quem comanda, tu sabes!" dobrava de novo o papel ...
"As feridas poderão ser maiores, os resultados menores, o sofrimento pesado, ... mas a batalha tem que ser ganha!" afirmou.
"Preciso de uma resposta, senhor!" dizia o soldado, esquecido de plantão á porta, sob a eterna  chuva diluviana.
Levantou-se de novo ... "Tenho boas armas, ... todos vós, estarão para lutar comigo, ... " dirigiu-se em passo firme, para a entrada. "Posso oferecer-lhe algo soldado?"...
"Mulher! Serve um caldo quente a este homem, ... vamos ter um longo caminho!"

domingo, 9 de novembro de 2014

Quando se prova, é para levar.



A azafama era grande, ...
No carrilhão das compras natalícias, aproveitamos para renovar algumas roupas mais quentes dos guarda fatos, nomeadamente dos pequenos. Escolhia esta, aquela e ainda a outra; sugeriamos esta, aquela e também a outra; calças de ganga, sarja e bombazine; "t-shirt", "sweat" e camisa; ... o espólio era enorme ... inumerável.
Era altura da prova, ... provador com o "grandão".
Experimentar uma peça, duas, três virgula catorze dezassete ... o relógio percorria o seu tempo, faseado e calmo, e esperávamos no infinito.
A paciência já tinha ultrapassado o seu verdadeiro sentido, ...
""Grandão", temos que seguir; já é tarde!" disse-lhe autoritariamente para a porta que nos separava
"Só mais esta!" respondeu do provador.
...
"Mor! Pede-lhe para sair!" pedi
"Só conto até um!" exclamou com suavidade
... e a porta como por magia abriu-se, expondo um clarão, isto é, o "grandão", carregado com o cesto das provas do futuro metrosexual.
"Levo tudo!" exclamou na sua passividade óbvia.
"Como? ... eu e a mãe escolhemos uma peça ou outra, não todas!" argumentei
Foi dose, descambou pelo orgulho abaixo, e filosoficamente argumentou:
"Porque perdi tempo, a experimentar tudo? Para não levar nada? Quando se prova, é para levar."

...sem comentários

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Tear


Certo, certo, não sei. Talvez mais para o incerto...
"Isto é como o tempo! Incerto!" pesquei num café, entre uma imperial e uns tremoços salgados, numa meia tarde.
É incerta, ... mas desenrolo o novelo, e a coisa flui, não se perdeu.
Não há nós, e complicações. Não há sebo, para a coisa escorregar...
O tear recomeça a fiar, a tender, a tecer, ... lentamente.

segunda-feira, 7 de abril de 2014

quarta-feira, 5 de março de 2014

Ahhhhh! Ganas.


Só um conselho, já carcumido, bem certo... No calor ainda das forças que galgam, por cima de outras forças, da mesma força, ... a ideia esteve lá, faltou foi o resto da força; entrar pela porta principal, de arriete em punho, e expulsar aqueles sanguessugas que nunca pegaram numa enxada sequer, a toque de pauladas, martelos de Thor, e uns foeiros e forquilhas, para apelar ao lado do sector primário e dos oprimidos que suam choro e sangue.
E para não peder o embalo, ...
Que anda tudo varrido da mioleira, ... anda. Os ditos emergentes apocalipses, ou a disputa do mercado de armas, já nem sei bem o que interfere ou pesa na balança mundial. Até as bolsas mundiais seguem o pragmatismo, de uma bota pisar a terra que reclama como sua. A paz e o entendimento, desceram a um patamar, nunca visto, ... já para não falar da sustentabilidade e do ecossistema, ...
O que interessa é o graveto, cash, pilim, o que faz rir os cegos, carcanhol, ... vergonha.

domingo, 27 de outubro de 2013

Momento da Unidade


O convite surgiu ... ficou pendente, reflectido, em banho Maria.
Talvez a nossa comparência, o passado marcado da minha participação, a vivência da filhota, o circulo de companheirismo, ... não sei, ... mas fomos.
Iniciamos mais um ano, com uma actividade arrojada, e marcante, ... por sugestão e concordância das chefias, da unanimidade da equipa de animação, e dos pequenos, que ansiavam por um reencontro.
Um ACATODOS do 1209... sim! Trocado em notas e moedas, dá um acantonamento, do agrupamento 1209, com a participação de pais, familiares e amigos.
Demarcou-se a fasquia, antecipadamente, não muito alta,... mas a rondar a ideia de usufruir, da pequena nova sede do 1209.
A mística da família, acalorou o momento, e as ideias surgiram... uns raid´s, uma animação, uma parte séria, no fogo de conselho, partilha de jantar, galhofas e partidas, passagens.... e um momento: tocar em Deus; uma cruz feita com tábuas de pinho, pintadas de preto, e diversos pratos com cores, para palmilhar e colorir a cruz com as nossas mãos, elevaram-nos para momentos de troca de ideias, amizades, reflexão e unidade... uma família.
Um momento da unidade.

terça-feira, 23 de julho de 2013

O rato, e a "Avó Tira Dentes".

A etapas tantas da vida, as modificações, vão surgindo...
O dia, a vida. os amigos, a fisionomia, o saber, o paladar, a moda,  ... crescer!
O "grandão", impaciente, vinha de há uns dias para cá, importunado... duas "favolas", que resistiam á ocupação estratégica e barbara de dois fixos e permanentes. Mexia, remexia, empurrava e puxava, mas a lutas tantas, começou a deixar o assunto para outras instâncias superiores.
"...O avô, agarrou-me, pegou num alicate, e ... zás!" disse rindo-me, de algo pelo qual chorei, outrora ... comecei a expor-lhe factos da mesma etapa, ... infâncias; contudo, o seu olhar desconfiado, pediu-me que repensasse noutra estratégia para atingir meios e fins, e melhor ainda, fechasse a matraca, de relatos bárbaros!
Deixei o tempo, exercer o seu forte e lento poder.
(...)
"Grandão" vamos para casa?" agarrando nas suas tralhas, que deixara em casa dos avós... carrinhos, livros, puzzles, ... um pandain.
"Olha pai!" todo emproado, apontando com o indicador para uma saliência do maxilar inferior, ...completamente escancarado e exposto. Na mão esquerda, uma rama de algodão, protegia os dois marfins de leite.
"Como aconteceu, moço?"
Relatou com pormenor, as falcatruas e voltas da avó "Tira dentes", para atingir o seu ímpeto.
"Bravo!" finalizei...
"Vou guardar estes dentes para o rato, não para a fada!" conversa de machista, supus ..." o rato, é para os meninos, sabias?", mais parvo fiquei..."Não! Não sabia!" respondi, arrependendo-me de não ter consultado préviamente, o "Almanaque do Fantástico 2013".
"E o que faz o rato, diferente da fada?" questionei...
Encolheu os ombros... "Nada!"
"Deixa um doce, e uma moeda, para quem se porta bem!" num relato lavado de sorriso traquina...
O sono demoveu-me, da minha vigília, ... uma das armas mais cruéis, deste roedor.
Ficarei atento á próxima investida...

terça-feira, 19 de março de 2013

Ser pai...

Como muitos durante o ano, este é o empolgante dia, ...
O ser Pai, ... transmitir valores, proteger a guarda, ensinar a vida e a sua cara, acarinhar os momentos, respeitar as adversidades, alimentar o saber, ... mesmo quando lembrado, necessário, ou em hora de aperto.
Estar lá, ... simplesmente num laço de sapato mais bem dado, numa história ao adormecer, no aconchegar da manta, no preparar uma refeição, num choro, numa birra, num desenho, numa construção ... num sorriso.
Em momentos, ...
Obrigado filhotes!

Pai...

"Bom dia, Pai!"
As rugas encavalitaram-se, marcando um sorriso, os anos, a vida...
"Tem um feliz dia!" empolguei no respeito que merece, cumprimentando a sua mão calejada, gretada, robusta... a força é de um touro, tenho dito a muita gente, no orgulho que tenho da sua genica e força.
Prevalece o sorriso, ... "porquê?" movendo a boina, coçando a cabeça estupefacto ...
Não lhe quis transmitir, ... acho melhor que esteja admirado comigo, por um dia, ... ele que anda afoito na lida da terra, dos pinhais, preocupado com o prato cheio de sustento para os outros, e com a felicidade dos seus.
Não há palavras, que transmitam o que se pode dizer de um pai, ... só a percepção do seu olhar mudo, que utiliza palavras e frases simples, ... que nos transmite segurança, amor, carinho, preocupação, orgulho... valores, ... que mostra a vida e o seu reverso. Aqueles olhos, pequenos, castanhos, mas cheios de nós.
"Vens cá almoçar? Serão migas de feijões!" continua a sorrir, sabendo que não conseguiria resistir a um pitéu destes ..."Claro Pai!"
Abraça os netos,  que acabam de chegar, ... a sua alegria; irão ficar o resto do dia com eles.
"Obrigado Pai!"



terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Dedões tesoura de poda

Adquiri um daqueles telefones, ditos inteligentes. O caso pareceu-me de fácil assimilar, sem muito stress, para a adaptação. Carregado de funcionalidades, gadgets e widgets... coloquei-me ao nível da raça superior dos maiores cérebros informáticos... imaginei por breves instantes. Comecei por tentar vasculhar, com um dedo, mas a tarefa árdua levou-me a pensar tentar, literalmente, um vasculho, surfar por páginas, por funcionalidades, sem pés nem cabeça. Coisas que eu, o mais comum dos mortais, não irei, como dizer, um dia vir a activar. Sorri, contudo, ao ver que os programadores não se tinham esquecido de algumas pessoas, que até gostam de dedilhar um ou dois quarteirões de palavras. O meu problema é mesmo o digitar... os dedos não estão moldados para micro teclas. Penso que já percorri, toda a gíria e calão de asneiredo lusitano, gálico, germânico. Pragas lançadas aos sete ventos, que carregam aqueles estafermos de olhos em bico, que só se lembram dos seus minusculos dedos, tipo "Eduardo mãos de tesoura". Arghhh... que maldição.
Não! Não atirei este tijolo a ninguém, enquanto redigi este texto.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Post(as) de pescada

"Eu não leio post(as) de pescada!" disse enquanto dedilhava com o "mouse" o 19 polegadas.
Pouso o cachimbo, morto, mas fumegando ainda um ligeiro incenso, a réstia de tabaco calcado, no fundo do fornilho ... e o  Carranca acompanha em meio copo.
Dirijo-me á dispensa! Tenho umas conservas para casos extremos de sobrevivência... uma de prosa, uma de histórias, e uma de poemas em lascas.
... "Abre!" ordenei-me, dando laivos á prioridade, que me preocupava.
Cada conserva tem o seu aroma breve, sucinto, rabiscado, com conteúdo ... exala, a cada descerrar do "clac!".
Ponho a mesa, conforme a etiqueta ... um livro escalado, um lápis afiado, uma caneta de pena, ... e sim, duas malgas: uma para um vinho, que dorme; outra para um chá verde dos Açores, que repousa.
As conservas abertas, ... devoro o recheio.
"A que te sabem?" penso
"... Imaginário, horizontes, paixões, ..." anuncio
Beberico o vinho carrasco e outonal, ... o chá verde já se evaporou em bisbilhotice.
Dirijo-me até ao monitor, ... e já domado, calmo, assente em mim mesmo, devoro, post(as)!

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Smack ... !


Isto anda a compôr-se, ... anda, não anda!
Ao arregaçar as mangas, só me apetece arregaçar o pescoço de uma meia dúzia deles, ... não passa disso, prometo!