domingo, 9 de novembro de 2014

Quando se prova, é para levar.



A azafama era grande, ...
No carrilhão das compras natalícias, aproveitamos para renovar algumas roupas mais quentes dos guarda fatos, nomeadamente dos pequenos. Escolhia esta, aquela e ainda a outra; sugeriamos esta, aquela e também a outra; calças de ganga, sarja e bombazine; "t-shirt", "sweat" e camisa; ... o espólio era enorme ... inumerável.
Era altura da prova, ... provador com o "grandão".
Experimentar uma peça, duas, três virgula catorze dezassete ... o relógio percorria o seu tempo, faseado e calmo, e esperávamos no infinito.
A paciência já tinha ultrapassado o seu verdadeiro sentido, ...
""Grandão", temos que seguir; já é tarde!" disse-lhe autoritariamente para a porta que nos separava
"Só mais esta!" respondeu do provador.
...
"Mor! Pede-lhe para sair!" pedi
"Só conto até um!" exclamou com suavidade
... e a porta como por magia abriu-se, expondo um clarão, isto é, o "grandão", carregado com o cesto das provas do futuro metrosexual.
"Levo tudo!" exclamou na sua passividade óbvia.
"Como? ... eu e a mãe escolhemos uma peça ou outra, não todas!" argumentei
Foi dose, descambou pelo orgulho abaixo, e filosoficamente argumentou:
"Porque perdi tempo, a experimentar tudo? Para não levar nada? Quando se prova, é para levar."

...sem comentários

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Tear


Certo, certo, não sei. Talvez mais para o incerto...
"Isto é como o tempo! Incerto!" pesquei num café, entre uma imperial e uns tremoços salgados, numa meia tarde.
É incerta, ... mas desenrolo o novelo, e a coisa flui, não se perdeu.
Não há nós, e complicações. Não há sebo, para a coisa escorregar...
O tear recomeça a fiar, a tender, a tecer, ... lentamente.

segunda-feira, 7 de abril de 2014

quarta-feira, 5 de março de 2014

Ahhhhh! Ganas.


Só um conselho, já carcumido, bem certo... No calor ainda das forças que galgam, por cima de outras forças, da mesma força, ... a ideia esteve lá, faltou foi o resto da força; entrar pela porta principal, de arriete em punho, e expulsar aqueles sanguessugas que nunca pegaram numa enxada sequer, a toque de pauladas, martelos de Thor, e uns foeiros e forquilhas, para apelar ao lado do sector primário e dos oprimidos que suam choro e sangue.
E para não peder o embalo, ...
Que anda tudo varrido da mioleira, ... anda. Os ditos emergentes apocalipses, ou a disputa do mercado de armas, já nem sei bem o que interfere ou pesa na balança mundial. Até as bolsas mundiais seguem o pragmatismo, de uma bota pisar a terra que reclama como sua. A paz e o entendimento, desceram a um patamar, nunca visto, ... já para não falar da sustentabilidade e do ecossistema, ...
O que interessa é o graveto, cash, pilim, o que faz rir os cegos, carcanhol, ... vergonha.

domingo, 27 de outubro de 2013

Momento da Unidade


O convite surgiu ... ficou pendente, reflectido, em banho Maria.
Talvez a nossa comparência, o passado marcado da minha participação, a vivência da filhota, o circulo de companheirismo, ... não sei, ... mas fomos.
Iniciamos mais um ano, com uma actividade arrojada, e marcante, ... por sugestão e concordância das chefias, da unanimidade da equipa de animação, e dos pequenos, que ansiavam por um reencontro.
Um ACATODOS do 1209... sim! Trocado em notas e moedas, dá um acantonamento, do agrupamento 1209, com a participação de pais, familiares e amigos.
Demarcou-se a fasquia, antecipadamente, não muito alta,... mas a rondar a ideia de usufruir, da pequena nova sede do 1209.
A mística da família, acalorou o momento, e as ideias surgiram... uns raid´s, uma animação, uma parte séria, no fogo de conselho, partilha de jantar, galhofas e partidas, passagens.... e um momento: tocar em Deus; uma cruz feita com tábuas de pinho, pintadas de preto, e diversos pratos com cores, para palmilhar e colorir a cruz com as nossas mãos, elevaram-nos para momentos de troca de ideias, amizades, reflexão e unidade... uma família.
Um momento da unidade.

terça-feira, 23 de julho de 2013

O rato, e a "Avó Tira Dentes".

A etapas tantas da vida, as modificações, vão surgindo...
O dia, a vida. os amigos, a fisionomia, o saber, o paladar, a moda,  ... crescer!
O "grandão", impaciente, vinha de há uns dias para cá, importunado... duas "favolas", que resistiam á ocupação estratégica e barbara de dois fixos e permanentes. Mexia, remexia, empurrava e puxava, mas a lutas tantas, começou a deixar o assunto para outras instâncias superiores.
"...O avô, agarrou-me, pegou num alicate, e ... zás!" disse rindo-me, de algo pelo qual chorei, outrora ... comecei a expor-lhe factos da mesma etapa, ... infâncias; contudo, o seu olhar desconfiado, pediu-me que repensasse noutra estratégia para atingir meios e fins, e melhor ainda, fechasse a matraca, de relatos bárbaros!
Deixei o tempo, exercer o seu forte e lento poder.
(...)
"Grandão" vamos para casa?" agarrando nas suas tralhas, que deixara em casa dos avós... carrinhos, livros, puzzles, ... um pandain.
"Olha pai!" todo emproado, apontando com o indicador para uma saliência do maxilar inferior, ...completamente escancarado e exposto. Na mão esquerda, uma rama de algodão, protegia os dois marfins de leite.
"Como aconteceu, moço?"
Relatou com pormenor, as falcatruas e voltas da avó "Tira dentes", para atingir o seu ímpeto.
"Bravo!" finalizei...
"Vou guardar estes dentes para o rato, não para a fada!" conversa de machista, supus ..." o rato, é para os meninos, sabias?", mais parvo fiquei..."Não! Não sabia!" respondi, arrependendo-me de não ter consultado préviamente, o "Almanaque do Fantástico 2013".
"E o que faz o rato, diferente da fada?" questionei...
Encolheu os ombros... "Nada!"
"Deixa um doce, e uma moeda, para quem se porta bem!" num relato lavado de sorriso traquina...
O sono demoveu-me, da minha vigília, ... uma das armas mais cruéis, deste roedor.
Ficarei atento á próxima investida...