A moça, pegou no farnel, dobrado num pano quadriculado de algodão, ... um queijo curado, uma broa, ... uma sebenta, um lápis, ... beijou o Toino e fechou a porta da entrada atrás de si.
Foi choro e pranto, ... o Toino, os pais, e amigos. Mas saiu convicta; só pediu dois dedos de paciência. Começava então o Outono... o campo secou, esverdeou, floriu, e voltou em ciclos a secar, esverdear e florir.
Três Invernos passaram, ... os postais chegavam ao ritmo da confiança, impregnados de fé, aromatizados a canela e histórias da grande vila...
"Tudo me ensinou, o que há de mais belo e triste no mundo..." dizia o último postal de cores caleidoscópicas .
Ela queria regressar, com novidades ...
Fiquei alegre e vaidoso, ...vesti o fato domingueiro, a camisa festiva de folhos, a bota cardada, um pouco de colónia sobre o peito, ... agarrei na pasteleira, e desembestado ladeira abaixo, voei até á paragem da camioneta, que chegava então, ... pouca gente nos lugares; ela sozinha saiu ...
Trazia o vestido de padrão castanho vintage e quadrados azul retro, três sebentas, um canudo, uma gerbera branca e os olhos amêndoa mel que raiavam de verde, sob o sol:
"Consegui Toino!"
Apertei-a num beijo: "Eu sabia Tata!"
quarta-feira, 9 de maio de 2012
quinta-feira, 19 de abril de 2012
Abespinhado
O Bechas, além de pacato, era um bom vizinho... á noite, quando se recolhia consigo mesmo, tocava á desgarrada gaita de foles, para se infernizar a si próprio.
Era um visionário, via mais á frente, ... levantava-se antes dele próprio acordar,...
Tomava sopas de cavalo cansado, para se cansar, ... e assim se desculpar, de passar a manhã encostado ao balcão da taberna do t´Zé Simão, a entornar copos de vinho rasca, com presunto sarnoso.
A pasteleira, oxidada e ferrugenta, já era amestrada, ... a alturas tantas, sabia os cantos onde devia virar, parar, .... apesar do guiador ébrio do Bechas. Parava na mercearia da Ti Quitas, para liquidar o fiado... e trazer feijão, toucinho, broa, ... apregoava da conta estar tão alta.
No decorrer da tarde, logo depois do almoço, da ressaca e da sesta, lia as efemérides do Borda d´Água, ao som do relógio de corda, para queimar o resto da dia... levantava-se repentinamente e azucrinava com o moicho, ... vinha vistoriar o quintal que as silvas e mato, já tinham galgado, ... desatinava com a enxada encostada e desencabada.
A janta, normalmente de bom sustento, cheirava a sopa de feijão com carne gorda, ... na companhia do petromax, duma leiva de broa, do tilintar da colher no prato, e de um agreste vinho de uva farrapilha ... com dois dedos de conversa, resmungava fulo com o lume, da casa estar fria...
Dava uma maquia na gaita de foles, antes de se deitar, ... batia com as portas, danado para descarregar o resto da tensão do dia, ... e já deitado, ressonava.
Não há quem entenda o Bechas
...
Ao dia 30 de Fevereiro, recebia o seu vencimento, no lagar do Juiz: um conto e dezoito notas, na folha de paga, ... sempre a mesma descrição: "Abespinhado 1ª categoria"
Era um visionário, via mais á frente, ... levantava-se antes dele próprio acordar,...
Tomava sopas de cavalo cansado, para se cansar, ... e assim se desculpar, de passar a manhã encostado ao balcão da taberna do t´Zé Simão, a entornar copos de vinho rasca, com presunto sarnoso.
A pasteleira, oxidada e ferrugenta, já era amestrada, ... a alturas tantas, sabia os cantos onde devia virar, parar, .... apesar do guiador ébrio do Bechas. Parava na mercearia da Ti Quitas, para liquidar o fiado... e trazer feijão, toucinho, broa, ... apregoava da conta estar tão alta.
No decorrer da tarde, logo depois do almoço, da ressaca e da sesta, lia as efemérides do Borda d´Água, ao som do relógio de corda, para queimar o resto da dia... levantava-se repentinamente e azucrinava com o moicho, ... vinha vistoriar o quintal que as silvas e mato, já tinham galgado, ... desatinava com a enxada encostada e desencabada.
A janta, normalmente de bom sustento, cheirava a sopa de feijão com carne gorda, ... na companhia do petromax, duma leiva de broa, do tilintar da colher no prato, e de um agreste vinho de uva farrapilha ... com dois dedos de conversa, resmungava fulo com o lume, da casa estar fria...
Dava uma maquia na gaita de foles, antes de se deitar, ... batia com as portas, danado para descarregar o resto da tensão do dia, ... e já deitado, ressonava.
Não há quem entenda o Bechas
...
Ao dia 30 de Fevereiro, recebia o seu vencimento, no lagar do Juiz: um conto e dezoito notas, na folha de paga, ... sempre a mesma descrição: "Abespinhado 1ª categoria"
sexta-feira, 9 de março de 2012
"Plingrafia"
A entrada embica na curvatura do edifício; aro em Moca de Candeeiros, bujardado ao centro, arestas em boleado de baixo relevo; soleira com dois degraus em mármore de Estremoz branco, gasto ao centro pelo uso; duas portas altas, uma aberta, castanhas de carvalho ressequido, ornamentadas com grade em verdete oxidado. Ao fundo, o labirinto de escadas que sobe sem fim á vista, com degraus e espelhos de pinho nórdico, vão de escadas polido em pinho, termina em pata de leão; pouca luz, só a que alimenta a entrada.
Mergulha para o estreito corredor, que afunilado encaminha, obrigatoriamente a subir ao primeiro piso.
O primeiro piso, escuro que nem o breu, centelha uma pálida luz, do vidro fusco martelado do laboratório; apalpa a maçaneta, e roda ... a porta está destrancada, chia e o pequeno sino acusa. Entra. Um pequeno balcão vitrina: molduras vazias, albuns, cartões de festas. Um silêncio e cheiro a livros ressequidos com madeira do soalho, misturam o ar.
Ouve-se ranger o soalho; aparece a figura de meia altura, com alguma calvice, barba e patilhas brancas á ferroviário; óculos redondos de arame; simpático, franzino, fato cinza flanela, camisa engomada branca, e a ressalva de um papillon azul turquesa acetinado em laivos de madre pérola bordeaux na contra luz; sapatos pretos de pé pequeno.
"Bom dia! Bem vindo á Plingrafia! O que o traz por cá?" num cumprimentar de pequena mão pálida que esticava saindo da manga ...
"Bom dia! Um retrato!" confirmou no aperto. Indicou para uma sala, fechada por duas portas basculantes, com vidrinhos cravados em pinho lacado a cinza.
Entram, com o ranger de molas secas; um holofote contra a parede, vislumbra alguma cor sobre um cenário opaco ao canto, as linhas da sala vazia, recheada com cenários enrolados, uma corda de cisala ao outro canto, ... um banco reside só. O kadomax, está pendurado a uma mola-tesoura, ... pouco mais.
"Sente-se!" Acondicionado, ao banco prepara a pose ... "Para que efeito é?" ajeitando o rosto, a postura e o cabelo
"Simplesmente um retrato!" confirma "Para enviar á família, lá para a terra..."
A câmara é dexida; a lente limpa; obturador ajustado á intensidade da pouca luz; o zoom roda e aproxima, e o dedo pressiona o botão... zás, ... o flash dispara por milésimos de segundo, e revela o impensável por instantes, ... que se prolonga por séculos ... uma sala viva e cheia de cores.
"Desculpe! Tive a ligeira impressão de ver um cardápio de cores, pelo tecto e paredes da sala..."
"Impressão sua!" interrompeu mudando o humor "Aguarde um momento!" tira a chapa e leva-a para um canto...
Volta amuado ... "Que raio! Mais uma vez!" apresentando e virando o frame
O modelo olha para o retrato ... "Mas que raio! Porquê só a boca? E este ar zangado?"
O fotografo confessa "Nestes últimos tempos perdi mais que muitos clientes! Não consigo arrancar um sorriso de uma face! E tento, que bem tento! ... e o resultado é sempre o mesmo!"
Sai do banco, e olha melhor e de novo para o retrato, girando e contra girando, e interrompe "Uma questão de perspectiva!"
"Como?"
"Eu sorri, e encantei-me com a sua paleta de cores que esconde!" girando a foto ... "Veja?"
...
"De facto, eu sempre consegui! Ele sempre esteve lá!" dirige-se para a corda e puxa ... a clarabóia aparece, libertando a luz solar pelos vitrais, ... corre freneticamente para as paredes camufladas, de milhares de frames zangados, girando todas as fotos que cobrem as suas paredes do estúdio, uma por uma...
"Ele sempre esteve aqui!"

Mergulha para o estreito corredor, que afunilado encaminha, obrigatoriamente a subir ao primeiro piso.
O primeiro piso, escuro que nem o breu, centelha uma pálida luz, do vidro fusco martelado do laboratório; apalpa a maçaneta, e roda ... a porta está destrancada, chia e o pequeno sino acusa. Entra. Um pequeno balcão vitrina: molduras vazias, albuns, cartões de festas. Um silêncio e cheiro a livros ressequidos com madeira do soalho, misturam o ar.
Ouve-se ranger o soalho; aparece a figura de meia altura, com alguma calvice, barba e patilhas brancas á ferroviário; óculos redondos de arame; simpático, franzino, fato cinza flanela, camisa engomada branca, e a ressalva de um papillon azul turquesa acetinado em laivos de madre pérola bordeaux na contra luz; sapatos pretos de pé pequeno.
"Bom dia! Bem vindo á Plingrafia! O que o traz por cá?" num cumprimentar de pequena mão pálida que esticava saindo da manga ...
"Bom dia! Um retrato!" confirmou no aperto. Indicou para uma sala, fechada por duas portas basculantes, com vidrinhos cravados em pinho lacado a cinza.
Entram, com o ranger de molas secas; um holofote contra a parede, vislumbra alguma cor sobre um cenário opaco ao canto, as linhas da sala vazia, recheada com cenários enrolados, uma corda de cisala ao outro canto, ... um banco reside só. O kadomax, está pendurado a uma mola-tesoura, ... pouco mais.
"Sente-se!" Acondicionado, ao banco prepara a pose ... "Para que efeito é?" ajeitando o rosto, a postura e o cabelo
"Simplesmente um retrato!" confirma "Para enviar á família, lá para a terra..."
A câmara é dexida; a lente limpa; obturador ajustado á intensidade da pouca luz; o zoom roda e aproxima, e o dedo pressiona o botão... zás, ... o flash dispara por milésimos de segundo, e revela o impensável por instantes, ... que se prolonga por séculos ... uma sala viva e cheia de cores.
"Desculpe! Tive a ligeira impressão de ver um cardápio de cores, pelo tecto e paredes da sala..."
"Impressão sua!" interrompeu mudando o humor "Aguarde um momento!" tira a chapa e leva-a para um canto...
Volta amuado ... "Que raio! Mais uma vez!" apresentando e virando o frame
O modelo olha para o retrato ... "Mas que raio! Porquê só a boca? E este ar zangado?"
O fotografo confessa "Nestes últimos tempos perdi mais que muitos clientes! Não consigo arrancar um sorriso de uma face! E tento, que bem tento! ... e o resultado é sempre o mesmo!"
Sai do banco, e olha melhor e de novo para o retrato, girando e contra girando, e interrompe "Uma questão de perspectiva!"
"Como?"
"Eu sorri, e encantei-me com a sua paleta de cores que esconde!" girando a foto ... "Veja?"
...
"De facto, eu sempre consegui! Ele sempre esteve lá!" dirige-se para a corda e puxa ... a clarabóia aparece, libertando a luz solar pelos vitrais, ... corre freneticamente para as paredes camufladas, de milhares de frames zangados, girando todas as fotos que cobrem as suas paredes do estúdio, uma por uma...
"Ele sempre esteve aqui!"

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012
Entrudo se faz favor...
Entendeu por bem, e afortunadamente que o mês de Fevereiro, celebrasse
a festividade do Entrudo, … esse dia mascarado, que por mim, quase fica na
gaveta, bem arrumado num dia que nada me diz, … agora.
Entre o pavonear de fatos de lantejoulas, "confetis", “matrafonas”, cabeçudos, serpentinas, carros alegóricos, criticas
político-sociais, … e uma importação de uma tradição de além-mar, … defendo as
raízes, muito obrigado!
Outrora, preparava este dia, atempadamente, … um dia, ou …
umas horas antes, até, … na companhia dos comparsas das jogatanas . Vasculhar as arcas da roupa, encontrar as
caracterizações mais estapafúrdias, preparar as “macetas” (varas de eucalipto
ainda na promiscuidade da existência), os estalinhos, e … ir, pela noite de Entrudo,
batendo de porta em porta, com o pregão na lábia em falsete: “tio, tio, dá um
´cadito de chouriço?”
Cada um aguardava, não ser descoberto debaixo do seu trajo …
a galhofa era incessante, … palmilhávamos as estradas da terra, batendo a “maceta”
apregoando o dia de terça-feira gorda. Cada lar, seu petisco em toalha posta á
lavrador: vinho na jarra, Porto, água, e em algumas mais ricas, sumo da Sepol; chouriça e morcela assada, ossos
do espinhaço e carne gorda cozida; sopa de feijão, laranjas, broa de milho ou
pão caseiro, e numa ou outra bolo da peceira.
Que regalo de petisco!
Conto aos filhotes esta tradição, entre aventuras e desventuras,
sustos e gargalhadas, … supera-me a nostalgia da infância e da adolescência.
sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
"Hungry man" e uma Sexta-feira 13
“És um ordinário!” até podia ser outra coisa qualquer, mas no
momento, ajustou-se o nome a esta
característica, e fica por aqui. Fecho a tasca. Trocamos os bacalhaus que havia
para trocar. O motorista desaparece no nevoeiro que ganha forma. Arranco, e a
telefonia toca “thriller!” o ex-libris do dito rei da pop.
Chego a casa… sinto um rosnar interior.
No firmamento gélido, um alaranjado vivo envolto em penumbra
branca, … Começo a zonzear, algo se passa, … num instante, o corpo começa a alterar-se:
os braços, o rosto, o peito ficam cheios de pelos eriçados, os músculos contraem-se…
será a metamorfose da lua cheia? Fuck!
está um griso…
Pego no pimenteiro, e salpico freneticamente, o alaranjado,
para me precaver, qual água benta. Com garra firme, mergulho o pão torrado na
lua cheia, e dilacero que nem um carnívoro faminto … o pitéu sucumbe ao meu
ataque… inundo o resto da proteína albumen
branca com red sauce, … a transformação
termina. Tomo o antídoto: um tinto alentejano de reserva de 2006. O repasto está
consumado e a besta domada… acalmo o animal que há em mim … a fome!
Auuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu!
terça-feira, 10 de janeiro de 2012
Crise de crise!
12 passam das 7! O despertador, berra caracteristicamente o inicio de uma manhã, talvez normal! Que crise de sono!
Uma pancada seca sobre o incomodo. Mais 2 minutos de dormitar!
Fuck! Adormeci... Não há crise! Apressar os herdeiros, já característico, ... leite, torradas, cereais, sumo de tangerina ... Absorção de petit-déjeuner, antes que haja uma crise de energia matinal!
Apesar da crise dos transportes escolares, os miúdos estão á porta da escola!
Chego ao trabalho: "bom dia!" Com um aperto de mão! Falam de crises antigas disto, e daquilo, e até da crise da cachola do Leovigildo, que bebeu até não haver amanhã, copos de vinho tinto pela passagem de ano...
O expediente é resolvido entre crises de provisão económica, e crises nervosas de hierarquia de organigrama!
Bem! Pego em duas agulhas longas, dessa bela arte de palrar ... Tenho uma ponta solta na camisola, ... Um cliente conta-me a crise que atravessa, bla bla bla... E eu vou desfiando a camisola: a mãe, diz que a avó era tecedeira; herdei geneticamente o dom. Com isto tudo, de ouvir em confissão um cliente, ja fiz meia camisola! "Sim! Pois! Claro! Exacto!"
O patrão clama citações jornalísticas do matinal, sobre a crise que o país atravessa!
A telefonia vomita a recente crise de valores na bolsa e combustíveis! Vou almoçar a pé
O estômago entra em colapso, ... uma crise de cólicas. O entendimento é generalizado, por um ou outro alimento. Uma sopa, pois o esturjão beluga e o seu precioso recheio, atravessa uma crise de existência. Fuck!
Acabei a camisola, e a fome é a mesma de á pouco!
A crise toca-nos, e temos que reaproveitar os recursos que temos á mão: lutei contra a crise! Fiz uma nova camisola! É o que alimenta o mundo.
Não há safa, nem vacina, nem imunidade possível... tenho que me atirar de cabeça para a crise!

Uma pancada seca sobre o incomodo. Mais 2 minutos de dormitar!
Fuck! Adormeci... Não há crise! Apressar os herdeiros, já característico, ... leite, torradas, cereais, sumo de tangerina ... Absorção de petit-déjeuner, antes que haja uma crise de energia matinal!
Apesar da crise dos transportes escolares, os miúdos estão á porta da escola!
Chego ao trabalho: "bom dia!" Com um aperto de mão! Falam de crises antigas disto, e daquilo, e até da crise da cachola do Leovigildo, que bebeu até não haver amanhã, copos de vinho tinto pela passagem de ano...
O expediente é resolvido entre crises de provisão económica, e crises nervosas de hierarquia de organigrama!
Bem! Pego em duas agulhas longas, dessa bela arte de palrar ... Tenho uma ponta solta na camisola, ... Um cliente conta-me a crise que atravessa, bla bla bla... E eu vou desfiando a camisola: a mãe, diz que a avó era tecedeira; herdei geneticamente o dom. Com isto tudo, de ouvir em confissão um cliente, ja fiz meia camisola! "Sim! Pois! Claro! Exacto!"
O patrão clama citações jornalísticas do matinal, sobre a crise que o país atravessa!
A telefonia vomita a recente crise de valores na bolsa e combustíveis! Vou almoçar a pé
O estômago entra em colapso, ... uma crise de cólicas. O entendimento é generalizado, por um ou outro alimento. Uma sopa, pois o esturjão beluga e o seu precioso recheio, atravessa uma crise de existência. Fuck!
Acabei a camisola, e a fome é a mesma de á pouco!
A crise toca-nos, e temos que reaproveitar os recursos que temos á mão: lutei contra a crise! Fiz uma nova camisola! É o que alimenta o mundo.
Não há safa, nem vacina, nem imunidade possível... tenho que me atirar de cabeça para a crise!

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