quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Pão com Deus, Bolinho ... Aromas!

No final do dia, mergulhando ja na noite por imposição do anoitecer antecipado, caminho sob a frouxa luz de sódio que ilumina a minha sombra... A rua permanece calma, ladeada pelo fumo dos casebres, um quintal deles, se tanto ... Ergue-se um pequeno nevoeiro doce, quente... O aroma, marina a penumbra, temperada com farrapos de erva doce, canela e cravinho... Sente-se o aconchegante cheiro do forno que guardou o calor durante a tarde, e é libertado ao final do dia ao retirar o produto do tender da massa. 
Bolinho, pão de Deus, quem quer que seja, sabe bem! É a sua época... A mistura de especiarias, frutos secos, farinha, com o bracejar e lutar insessante do embrulhar desembrulhado da massa... 
Tudo condiz, harmoniosamente, o tempo da levedura, o acachar, o tender, o aconchegar, e o libertar da alquimia de sabores, no abrir da tampa do forno! O não deixar descair do forno, tem a sua arte... A brancura do calor nas paredes,  e do seu lar rubro, no ponto certo. 
A prova chega, com um Abafado, Porto ou mesmo "com dentes" ... 
Já não me recordava destas nostálgicas noites aromáticas!

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Bom dia!

"Bom dia!" ...
"Depende da hora e do local onde se encontra!" dizem-me, ...
"É sempre um Bom Dia!" ... não vacilo, e reafirmo ...
... "ao final do dia; aí sim, poderíamos dizer se foi um Bom Dia!" também é um belo ponto de vista ...
"Mas, Bom Dia á mesma!" mantenho.
"O Senhor não anda enganado? Bom dia de manhã!"
"Bom dia!" reitero... esteja o Sol esplendoroso, escondido ou tumultuoso ...
"Bom Dia!" ...


segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Continuemos

Ahhhhhhh! Fui um autêntico ... baldas, assumo.
Deixei determinantemente esta ocupação ... da escrita ... fui de férias. Agarrei essa nobre e bela arte de preguiçar e "lagartar", estendi pela seara a manta, á chapa da sombra do chaparro e ...., e o bem que fez ... não soube a nozes, mas soube a ócio. Ainda cumpri, com algum custo e esforço, a parte da sesta ... fatigante.
Continuemos ...

quarta-feira, 13 de julho de 2011

O grandão está grande

Demos pela manhã, ainda dormia pesadamente, os parabéns, a este nosso pequeno "grandão" ...
Traquina de ocupação, de olhos grandes que absorvem os dizeres, de palavras que tropeçam ainda, ...
mas ouvinte de nós, da família.
Ainda um navegante, nas histórias do léxico infantil que abundam nas prateleiras do seu imaginário.Possível mini fundiário, que mexe e remexe na terra preta, de mãos nuas, conquistando cada nova experiência, marcada na tez marron da sua pele, e nos fios de suor empoeirado do corpo "É surro, pai!" sublinha alegremente pelos tatoos da terra.
Despica e birra, por ninharias, com a filhota, ... mas adora-a, ... não são um sem o outro, ... ouve as suas conversas, e que nem um audaz cavaleiro, cumpre.
Já de algum tempo a esta parte, que nos relembra por algumas vezes: " Já sou grande! Vou fazer quatro anos!" Coçamos-lhe o cabelo num consentimento ...
Parabéns ...

sábado, 11 de junho de 2011

Obrigado ...

"Comer massas fortes e resinosas, para encher o peito e aguentar o percurso!" costuma dizer o comparsa do hobbie matinal de Domingo.
Faço hoje mais um ano ... e sou tão pequenino.
Ladeado pela família, rodeado de bons amigos, ... adicionando mais um punhado de amizades ... preservo-os a todos, não tencionando perder um que seja.
Obrigado a todos os que em "actos, pensamentos e palavras" me ajudaram, saudaram, e felicitaram.
Espero retribuir a todos, a sua disponibilidade, os seus sorrisos, as suas bem-aventuranças, ...
O meu muito obrigado!

terça-feira, 31 de maio de 2011

Sapatinhos de veludo ...

"A historia do Peter Pan, que salva os índios e a outra Índia!" disse-me acomodando o livro da sua escolha, debaixo do braço, galgando para a sua cama. Mirabulante! Anda a tomar o gosto das coisas! A irmã quer, e ele porque näo... O facto de se ler uma historia à noite, na caminha, descansa-os, e o facto é que inesperadamente, ele começou a apreciar. Seja eu, seja a mãe ... o momento é de atenção. Inicia com rimas cantaroladas, sentado junto a nós "... sapatinhos de veludo, ... "
Fiquei, talvez mais que ele, fascinado! Não sabendo ler, escuta, observa e sente, tal como a irmã ainda aprecia! Neste momento, o burläo sou eu, que nunca mais renovo a sua pequena biblioteca; as vezes que li e reli as obras dos irmãos Grimm, de La Fontaine, de Lewis Carol, de Carlo Collodi ...
Progressivamente vamos recheando as parteleiras, e o descanso näo é nenhum enquanto não for devorado! O gostar de ver, percorrer as ilustrações, as palavras, ... Aquele brilho de que "gosto do que dizes, vou sonhar com o que me lês!"
Gostamos muito!