sábado, 11 de junho de 2011

Obrigado ...

"Comer massas fortes e resinosas, para encher o peito e aguentar o percurso!" costuma dizer o comparsa do hobbie matinal de Domingo.
Faço hoje mais um ano ... e sou tão pequenino.
Ladeado pela família, rodeado de bons amigos, ... adicionando mais um punhado de amizades ... preservo-os a todos, não tencionando perder um que seja.
Obrigado a todos os que em "actos, pensamentos e palavras" me ajudaram, saudaram, e felicitaram.
Espero retribuir a todos, a sua disponibilidade, os seus sorrisos, as suas bem-aventuranças, ...
O meu muito obrigado!

terça-feira, 31 de maio de 2011

Sapatinhos de veludo ...

"A historia do Peter Pan, que salva os índios e a outra Índia!" disse-me acomodando o livro da sua escolha, debaixo do braço, galgando para a sua cama. Mirabulante! Anda a tomar o gosto das coisas! A irmã quer, e ele porque näo... O facto de se ler uma historia à noite, na caminha, descansa-os, e o facto é que inesperadamente, ele começou a apreciar. Seja eu, seja a mãe ... o momento é de atenção. Inicia com rimas cantaroladas, sentado junto a nós "... sapatinhos de veludo, ... "
Fiquei, talvez mais que ele, fascinado! Não sabendo ler, escuta, observa e sente, tal como a irmã ainda aprecia! Neste momento, o burläo sou eu, que nunca mais renovo a sua pequena biblioteca; as vezes que li e reli as obras dos irmãos Grimm, de La Fontaine, de Lewis Carol, de Carlo Collodi ...
Progressivamente vamos recheando as parteleiras, e o descanso näo é nenhum enquanto não for devorado! O gostar de ver, percorrer as ilustrações, as palavras, ... Aquele brilho de que "gosto do que dizes, vou sonhar com o que me lês!"
Gostamos muito!

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Calor, ... que ardor!

A fase mata-me, ... agrada-me, mas incomoda. Cada fio de cabelo, um pingo!
Talvez uma ribeira, me ajudasse, a equilibrar esta discrepância de caldura. Porque a neve não nasce e floresce, nestas alturas, toda espigadota, para poder enterrar os meus pés, e amainar este calor?
Bem, isto já dá para derreter ... aguenta.

terça-feira, 19 de abril de 2011

A estrela M.

No momento caímos, ... nem conseguimos verbalizar o que sentimos, ... choramos, porque também somos pais; enchemos os olhos de agua, porque era a nossa menina, ...
Complacente, nem acredito! Choro somente! ... Nem sei que diga a uns amigos, que lhe desmorona o mundo, cansados da luta diária e atroz, contra o tempo, ... contra algo que ... não sei!
O que eventualmente poderei conseguir tangir, será o conforto do abraço, uma palavra de coração combalido, um reconforto de pais para pais. Uma etapa de vida que tentamos, acompanhar do nosso melhor modo e capacidade, ... mas nunca superior a quem a ama, cria e acompanha dia-a-dia. Por isso choro, ... pois mesmo o meu pedido, o mais pequeno e o maior, não lhe afastou esta hora.

Transmitimos aos filhotes o sucedido, ... a filhota chorou, já deitada, ... "Pedi todas as noites por nós, e pela M.! Tinha saudades dela!" humedeço os olhos, e deito-me no seu travesseiro, ... canto-lhe a música de sempre, que a sossega ao mexer do seu cabelo ... "Vai aparecer a sua estrela lá em cima?" perguntou ...
"Claro que vai! É mais que merecida! ... E já lá está!" tranquilizei-a ...
O grandão, disse-me que queria brincar com ela, somente, e ... eu entendo a sua ingenuidade, a sua pureza traquina!
A vida deveria seguir o seu curso natural, ... até já M.!

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Ser o primeiro ...

Em tempos, não tardios quanto isso, a esposa tratava destas questões, que como se costuma dizer, "trabalho que ninguém vê, mas de enorme significado!" agora entendo ... dia tirado propositadamente, para o efeito.
Começámos o dia por uma das pontas, ... primeira volta,  a vacinação ...
"Pai! Quero ser o primeiro!" declarou o grandão, para o desconhecimento de causa, mas empolgado por ser novidade, nesta fase...
Entrámos na sala de paredes azulejo branco, coberta por algumas informações de instituições públicas, e enfeitadas com bonecos do imaginário infantil ... uma enfermeira com a experiência estampada numa bata manualmente pintada de flores, palhaços e afins, ... uma assistente, nova no ramo e na idade, que sorria e administrava a respectiva imunização, ...
"Bom dia! Posso?" permanecendo á porta, aguardando pela vez do freguês, de mãos dadas com os filhotes ...
Entrámos com a simpatia da recepção da enfermeira "Entrem! Entrem!"
"Eu quero ser o primeiro!" frisou de novo o grandão, sentando-se no almofadado banco castanho, de pronto!
"Muito bem! Vamos cá ver este menino, como anda!" paginando o seu pequeno boletim de vacinas. e nada encontrando... "Hum hum! Está tudo em dia! Estás aviado!" ... saiu do banco, um pouco constrangido! A vez da filhota chegou, tomando o lugar do irmão, que pronta e manga arregaçada, valentemente cerrou os olhos e ... "Já está!"... e para dar o exemplo, o próprio ... "moi même!" ... o dito reforço, que comparo a uma forte martelada que desfalece sem dó, atingindo todo o ombro,  ... ainda se ressente!
A outra ponta, chamava-se dentista, ... " Pai! Quero ser o primeiro!" frisou o grandão, novamente!
Entramos, no consultório! A dentista aguardava junto a uma cadeira espectacular, "com luzes, botões e tudo" para espanto dos miúdos, ... recebeu-nos ainda de mascara verde, mas depressa destapou o sorriso, removendo o lado temerário da especialidade: um pôr á vontade! Depressa o grandão, tomou o seu lugar, na cadeira que "sobe e desce, e meche assim e assim", como um astronauta na sua spaceship ... a luz ajustou-se até á distância necessária de observação, os reactores fizeram a ignição, contagem decrescente, e ... "Huston! We have a problem!" ... quase havia um lift off; a dentista observou, e ... "Já está!Não é preciso mexer em nada!"
Desiludido, saltou da cadeira espacial, deixando o seu sonho, dando lugar á mana. Sentou-se a filhota, e embora elucidada sobre a situação, recostou-se duvidosa e apreciou o momento. Tudo normal, ... um ou outro dente de leite por cair, mas o normal, ... uma limpeza de rotina.
No fim de contas, atadas as pontas das tarefas, o grandão desejava por ser o primeiro a usufruir das novidades, ... pisar o desconhecido, quiçá!
No sofá, á noite, acabou por ser o primeiro ... o cansaço das emoções. o sono revigorante, recostou-o na cadeira que voa pela galáxia sideral, cheia de fantasias, brincadeiras ... foi o primeiro!

quinta-feira, 31 de março de 2011

O homem do bigode ...

A imagem está criada ... o grandão não suporta, ... e respeita.
Contudo, a personagem, ajuda na persuasão e no talhar da moldagem da personalidade do grandão, ... onde á uns escassos anos surgia o monstro das bolachas, hoje surge um homem do bigode.
Casualmente criado no imaginário dos avós, cria o respeito e a atenção, afasta o mau comportamento, e obriga a comer a sopa toda.
A descrição pormenorizada, ainda não tem consenso, ... "o homem do bigode".
Mas o grandão, já passou por dezenas de homens com bigode, e nenhum sequer aparentava atemoriza-lo, ou aterroriza-lo.
A aparência sugere-me, que seja um homem de bigode fartudo branco, não farfalhudo, de pele de tez queimada do tempo ténue, olhar claro limpo, de dar confiança numa conversa fácil de tom calmo e seguro, cabelo branco de uma vida, arrepanhado a brilhantina, ...
Para ele simplesmente "o homem do bigode"!