No momento caímos, ... nem conseguimos verbalizar o que sentimos, ... choramos, porque também somos pais; enchemos os olhos de agua, porque era a nossa menina, ...
Complacente, nem acredito! Choro somente! ... Nem sei que diga a uns amigos, que lhe desmorona o mundo, cansados da luta diária e atroz, contra o tempo, ... contra algo que ... não sei!
O que eventualmente poderei conseguir tangir, será o conforto do abraço, uma palavra de coração combalido, um reconforto de pais para pais. Uma etapa de vida que tentamos, acompanhar do nosso melhor modo e capacidade, ... mas nunca superior a quem a ama, cria e acompanha dia-a-dia. Por isso choro, ... pois mesmo o meu pedido, o mais pequeno e o maior, não lhe afastou esta hora.
Transmitimos aos filhotes o sucedido, ... a filhota chorou, já deitada, ... "Pedi todas as noites por nós, e pela M.! Tinha saudades dela!" humedeço os olhos, e deito-me no seu travesseiro, ... canto-lhe a música de sempre, que a sossega ao mexer do seu cabelo ... "Vai aparecer a sua estrela lá em cima?" perguntou ...
"Claro que vai! É mais que merecida! ... E já lá está!" tranquilizei-a ...
O grandão, disse-me que queria brincar com ela, somente, e ... eu entendo a sua ingenuidade, a sua pureza traquina!
A vida deveria seguir o seu curso natural, ... até já M.!
terça-feira, 19 de abril de 2011
quarta-feira, 13 de abril de 2011
Ser o primeiro ...
Em tempos, não tardios quanto isso, a esposa tratava destas questões, que como se costuma dizer, "trabalho que ninguém vê, mas de enorme significado!" agora entendo ... dia tirado propositadamente, para o efeito.
Começámos o dia por uma das pontas, ... primeira volta, a vacinação ...
"Pai! Quero ser o primeiro!" declarou o grandão, para o desconhecimento de causa, mas empolgado por ser novidade, nesta fase...
Entrámos na sala de paredes azulejo branco, coberta por algumas informações de instituições públicas, e enfeitadas com bonecos do imaginário infantil ... uma enfermeira com a experiência estampada numa bata manualmente pintada de flores, palhaços e afins, ... uma assistente, nova no ramo e na idade, que sorria e administrava a respectiva imunização, ...
"Bom dia! Posso?" permanecendo á porta, aguardando pela vez do freguês, de mãos dadas com os filhotes ...
Entrámos com a simpatia da recepção da enfermeira "Entrem! Entrem!"
"Eu quero ser o primeiro!" frisou de novo o grandão, sentando-se no almofadado banco castanho, de pronto!
"Muito bem! Vamos cá ver este menino, como anda!" paginando o seu pequeno boletim de vacinas. e nada encontrando... "Hum hum! Está tudo em dia! Estás aviado!" ... saiu do banco, um pouco constrangido! A vez da filhota chegou, tomando o lugar do irmão, que pronta e manga arregaçada, valentemente cerrou os olhos e ... "Já está!"... e para dar o exemplo, o próprio ... "moi même!" ... o dito reforço, que comparo a uma forte martelada que desfalece sem dó, atingindo todo o ombro, ... ainda se ressente!
A outra ponta, chamava-se dentista, ... " Pai! Quero ser o primeiro!" frisou o grandão, novamente!
Entramos, no consultório! A dentista aguardava junto a uma cadeira espectacular, "com luzes, botões e tudo" para espanto dos miúdos, ... recebeu-nos ainda de mascara verde, mas depressa destapou o sorriso, removendo o lado temerário da especialidade: um pôr á vontade! Depressa o grandão, tomou o seu lugar, na cadeira que "sobe e desce, e meche assim e assim", como um astronauta na sua spaceship ... a luz ajustou-se até á distância necessária de observação, os reactores fizeram a ignição, contagem decrescente, e ... "Huston! We have a problem!" ... quase havia um lift off; a dentista observou, e ... "Já está!Não é preciso mexer em nada!"
Desiludido, saltou da cadeira espacial, deixando o seu sonho, dando lugar á mana. Sentou-se a filhota, e embora elucidada sobre a situação, recostou-se duvidosa e apreciou o momento. Tudo normal, ... um ou outro dente de leite por cair, mas o normal, ... uma limpeza de rotina.
No fim de contas, atadas as pontas das tarefas, o grandão desejava por ser o primeiro a usufruir das novidades, ... pisar o desconhecido, quiçá!
No sofá, á noite, acabou por ser o primeiro ... o cansaço das emoções. o sono revigorante, recostou-o na cadeira que voa pela galáxia sideral, cheia de fantasias, brincadeiras ... foi o primeiro!
Começámos o dia por uma das pontas, ... primeira volta, a vacinação ...
"Pai! Quero ser o primeiro!" declarou o grandão, para o desconhecimento de causa, mas empolgado por ser novidade, nesta fase...
Entrámos na sala de paredes azulejo branco, coberta por algumas informações de instituições públicas, e enfeitadas com bonecos do imaginário infantil ... uma enfermeira com a experiência estampada numa bata manualmente pintada de flores, palhaços e afins, ... uma assistente, nova no ramo e na idade, que sorria e administrava a respectiva imunização, ...
"Bom dia! Posso?" permanecendo á porta, aguardando pela vez do freguês, de mãos dadas com os filhotes ...
Entrámos com a simpatia da recepção da enfermeira "Entrem! Entrem!"
"Eu quero ser o primeiro!" frisou de novo o grandão, sentando-se no almofadado banco castanho, de pronto!
"Muito bem! Vamos cá ver este menino, como anda!" paginando o seu pequeno boletim de vacinas. e nada encontrando... "Hum hum! Está tudo em dia! Estás aviado!" ... saiu do banco, um pouco constrangido! A vez da filhota chegou, tomando o lugar do irmão, que pronta e manga arregaçada, valentemente cerrou os olhos e ... "Já está!"... e para dar o exemplo, o próprio ... "moi même!" ... o dito reforço, que comparo a uma forte martelada que desfalece sem dó, atingindo todo o ombro, ... ainda se ressente!
A outra ponta, chamava-se dentista, ... " Pai! Quero ser o primeiro!" frisou o grandão, novamente!
Entramos, no consultório! A dentista aguardava junto a uma cadeira espectacular, "com luzes, botões e tudo" para espanto dos miúdos, ... recebeu-nos ainda de mascara verde, mas depressa destapou o sorriso, removendo o lado temerário da especialidade: um pôr á vontade! Depressa o grandão, tomou o seu lugar, na cadeira que "sobe e desce, e meche assim e assim", como um astronauta na sua spaceship ... a luz ajustou-se até á distância necessária de observação, os reactores fizeram a ignição, contagem decrescente, e ... "Huston! We have a problem!" ... quase havia um lift off; a dentista observou, e ... "Já está!Não é preciso mexer em nada!"
Desiludido, saltou da cadeira espacial, deixando o seu sonho, dando lugar á mana. Sentou-se a filhota, e embora elucidada sobre a situação, recostou-se duvidosa e apreciou o momento. Tudo normal, ... um ou outro dente de leite por cair, mas o normal, ... uma limpeza de rotina.
No fim de contas, atadas as pontas das tarefas, o grandão desejava por ser o primeiro a usufruir das novidades, ... pisar o desconhecido, quiçá!
No sofá, á noite, acabou por ser o primeiro ... o cansaço das emoções. o sono revigorante, recostou-o na cadeira que voa pela galáxia sideral, cheia de fantasias, brincadeiras ... foi o primeiro!
quinta-feira, 31 de março de 2011
O homem do bigode ...
A imagem está criada ... o grandão não suporta, ... e respeita.
Contudo, a personagem, ajuda na persuasão e no talhar da moldagem da personalidade do grandão, ... onde á uns escassos anos surgia o monstro das bolachas, hoje surge um homem do bigode.
Casualmente criado no imaginário dos avós, cria o respeito e a atenção, afasta o mau comportamento, e obriga a comer a sopa toda.
A descrição pormenorizada, ainda não tem consenso, ... "o homem do bigode".
Mas o grandão, já passou por dezenas de homens com bigode, e nenhum sequer aparentava atemoriza-lo, ou aterroriza-lo.
A aparência sugere-me, que seja um homem de bigode fartudo branco, não farfalhudo, de pele de tez queimada do tempo ténue, olhar claro limpo, de dar confiança numa conversa fácil de tom calmo e seguro, cabelo branco de uma vida, arrepanhado a brilhantina, ...
Para ele simplesmente "o homem do bigode"!
Contudo, a personagem, ajuda na persuasão e no talhar da moldagem da personalidade do grandão, ... onde á uns escassos anos surgia o monstro das bolachas, hoje surge um homem do bigode.
Casualmente criado no imaginário dos avós, cria o respeito e a atenção, afasta o mau comportamento, e obriga a comer a sopa toda.
A descrição pormenorizada, ainda não tem consenso, ... "o homem do bigode".
Mas o grandão, já passou por dezenas de homens com bigode, e nenhum sequer aparentava atemoriza-lo, ou aterroriza-lo.
A aparência sugere-me, que seja um homem de bigode fartudo branco, não farfalhudo, de pele de tez queimada do tempo ténue, olhar claro limpo, de dar confiança numa conversa fácil de tom calmo e seguro, cabelo branco de uma vida, arrepanhado a brilhantina, ...
Para ele simplesmente "o homem do bigode"!
quinta-feira, 17 de março de 2011
Simplesmente parabéns, ...
A princesa faz anos! Poucos, mas bons...
Apesar do ano que passou ter sido um verdadeiro teste da sua adaptação, á vida, ás prioridades, ás separações, ás novas amizades, ás novas etapas, aos novos obstáculos ... cresceu!
Uma pequena mulher, que chora, que grita, que não entende, que brinca, que agradece, que pede, que pergunta, que cede contra vontade, que sorri, que ouve, que responde, que ajuda, que percebe, ... que sabe ser uma menina de seus pais. Temos orgulho nela, ... também o grandão, a abraça de meiguice e a adora, apesar dos despiques territoriais...
Gosto dela, ...
À noite, ao deitar, depois das mantas entaladas, dois dedos de conversa cochichados, ... um sorriso, um contar duma tristeza, uma risada, uma preocupação, ... mão pelo cabelo, e uma música de embalar ...
tudo se desvanece num sono, ... o sorriso!
Apesar do ano que passou ter sido um verdadeiro teste da sua adaptação, á vida, ás prioridades, ás separações, ás novas amizades, ás novas etapas, aos novos obstáculos ... cresceu!
Uma pequena mulher, que chora, que grita, que não entende, que brinca, que agradece, que pede, que pergunta, que cede contra vontade, que sorri, que ouve, que responde, que ajuda, que percebe, ... que sabe ser uma menina de seus pais. Temos orgulho nela, ... também o grandão, a abraça de meiguice e a adora, apesar dos despiques territoriais...
Gosto dela, ...
À noite, ao deitar, depois das mantas entaladas, dois dedos de conversa cochichados, ... um sorriso, um contar duma tristeza, uma risada, uma preocupação, ... mão pelo cabelo, e uma música de embalar ...
tudo se desvanece num sono, ... o sorriso!
terça-feira, 15 de março de 2011
Aplicar Violência ...
"Mas que merda é esta?" bolçando o chão de carvalho ressequido, com uma enorme golfada de sangue...
“O que querias? O hábito empurra-nos para o desleixo!” calcando uma testa húmida e suada frieza … “Gertrudes! Gertrudes! Ajuda-me aqui! A força não chega para abater este intolerante!” clamando para um corredor vazio e ornamentado de papel parede descolado e esverdeado de flor lis …
O chão cedia ao bater temerário dos saltos, de uma dominadora impaciente …
“Força-o a estabilizar, enquanto acabo!” olhando para a assistente que se encaminhava para mim, arregaçando a sua meia manga, de braços do diâmetro de uma coxa … os meus olhos reviraram, ao infligir tamanha força, sobre os meus braços e peito … “ Aguenta-o firme!” As mãos enluvadas, forçaram para separar os queixos ...
O candeeiro cambaleava, numa dançante pálida luz que ia e vinha …
…”AAAAAAAArrrggggghhhh!” numa convulsão de dor, que me arrebatava os dedos dos pés, contorcendo as ponta das orelhas, e estirando cada naco de musculo … "Segura-o! É só pôr a alavanca, e ..." á medida que o frio inox, penetrava na carne, contrabalançava a angústia, a raiva, a dor ...
“Finalmente! Um queixal, … tiveste juízo rapaz! Larga-o Gertrudes! Já temos o que querias!” ostentando em contra luz, para um pedaço de marfim esmaltado, entre dedos … “este ainda é dos puros!”
Atirou-o para uma cuba de inox, enxaguou-o, e delicadamente seco, enfiou-o na sua bolsa escarlate. Beliscou-me as maçãs do rosto, cochichando ao ouvido … “finalmente! Uma espera longa, mas merecida!” sorrindo em tom de sarcasmo.
Ergui-me na maca … pus a mão aos queixos. “Quem é?”
“Não a reconheceste?” … cocei o cabelo, e o queixo novamente “Não!” ... aceito um copo de vinho … “Bochecha e engole! Purifica!”
“Não a reconheço!” bochecho engolindo o último trago do copo …
“Uma das … Fada dos Dentes!” tirando a bata … “Quando não caem a bem, saem a mal!”
Por ditonysius

quinta-feira, 10 de março de 2011
XiX
"Senhor! Julgo não conseguir, executar a minha missão!" disse pelo auscultador, ... do outro lado, a serenidade deu lugar ao acentuar do tom de voz ... "E porquê?" respondeu...
A linha mantinha algumas interferências estáticas, e o pulsar rápido, duma chamada de longa distância ... "Este temporal rotineiro, ... não deixa prosseguir! A adversidade é enorme!" lamentei ...
"E acha que a sua missão, é adversa?" ... indagou ... "O que me prometeu, ao tomar esta missão, como sendo exclusivamente sua?" ... silenciou-me. Passei a mão pelo rosto, que retinha algumas gotas de chuva que resistiam ... olhei para a mão esquerda ... uma aliança, de ouro solitário, ornamentava o dedo anelar ... brilhava entre lama, óleo, tez da pele, ... "Consegue, ou não? Responda!" interrompeu a minha fixação ... "Já atravessou calamidades bem piores, ... já sacrificou o seu orgulho, ... já atravessou vales de combate e deixou os seus despojos, ... já está nesta luta há 19 anos! Nesta missão, lucrou com os seus dois maiores tesouros!" caí em mim ... "Limpe as suas asas soldado. Isto não passa duma chuva "molha-tolos", um cacimbar suave, ... a sua missão continua! Ela espera por si!"
O telefone recolheu ao descanso, com um sonoro "tu-tu-tu-tu-tu" ... consertei o boné. Olhei para o relampadejar que iluminava o céu rasgado de nuvens cinza pesadas. Pus a mão na sacola de cabedal , que sustentava a tiracolo... o coração batia fervorosamente ... acomodei-o junto á paixão, e enrolei-o no desejo.
As saudades do olhar amêndoa sol, apelavam ...
Atirei-me ao temporal...
...
"O que acha milorde?" ...
Serenou o telefone, no descanso, ...
Coçou o queixo, e a sua longa barba branca, ..." Acho que me podes trazer o cachimbo, o tabaco de aroma a canela, ..." acomodando-se na sua poltrona de pele Victoriana marron, junto ao crepitar da lareira, que o iluminava ..." acompanha-me um copo de vinho tinto do Alentejo; ... traz-me uma torrada de pão grosso, barrada com alho e tomate, pincelada com azeite da Serra, salpicado com orégaõs; o amor desperta-me o ócio ..."
A linha mantinha algumas interferências estáticas, e o pulsar rápido, duma chamada de longa distância ... "Este temporal rotineiro, ... não deixa prosseguir! A adversidade é enorme!" lamentei ...
"E acha que a sua missão, é adversa?" ... indagou ... "O que me prometeu, ao tomar esta missão, como sendo exclusivamente sua?" ... silenciou-me. Passei a mão pelo rosto, que retinha algumas gotas de chuva que resistiam ... olhei para a mão esquerda ... uma aliança, de ouro solitário, ornamentava o dedo anelar ... brilhava entre lama, óleo, tez da pele, ... "Consegue, ou não? Responda!" interrompeu a minha fixação ... "Já atravessou calamidades bem piores, ... já sacrificou o seu orgulho, ... já atravessou vales de combate e deixou os seus despojos, ... já está nesta luta há 19 anos! Nesta missão, lucrou com os seus dois maiores tesouros!" caí em mim ... "Limpe as suas asas soldado. Isto não passa duma chuva "molha-tolos", um cacimbar suave, ... a sua missão continua! Ela espera por si!"
O telefone recolheu ao descanso, com um sonoro "tu-tu-tu-tu-tu" ... consertei o boné. Olhei para o relampadejar que iluminava o céu rasgado de nuvens cinza pesadas. Pus a mão na sacola de cabedal , que sustentava a tiracolo... o coração batia fervorosamente ... acomodei-o junto á paixão, e enrolei-o no desejo.
As saudades do olhar amêndoa sol, apelavam ...
Atirei-me ao temporal...
...
"O que acha milorde?" ...
Serenou o telefone, no descanso, ...
Coçou o queixo, e a sua longa barba branca, ..." Acho que me podes trazer o cachimbo, o tabaco de aroma a canela, ..." acomodando-se na sua poltrona de pele Victoriana marron, junto ao crepitar da lareira, que o iluminava ..." acompanha-me um copo de vinho tinto do Alentejo; ... traz-me uma torrada de pão grosso, barrada com alho e tomate, pincelada com azeite da Serra, salpicado com orégaõs; o amor desperta-me o ócio ..."
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