Já lá vai um acumular de 3 anos, ...
Sentado, dedilhando um "QWERTY", redigindo a meu belo prazer, o que eventualmente me inspire, ... continuo , por gosto, a olhar á minha volta, a inspirar os aromas da vida, a receber a dádiva do meio que me envolve, a sentir o agradecimento de conviver em família, ... e escrevo.
Não me acondiciono, a parâmetros estipulados pela retórica da gramática, ... simplesmente.
Aprendo com os amigos, os visitantes, os que encontro, os pastores, e especialmente os que me incitam a divagar...
Os gostos prevalecem, ... um tinto a sair da pipa, ... o cheiro do tabaco curado, ... a chuva que cai numa trovoada de Verão, ... a erva acabada de cortar, ... o conforto do abraço dos filhotes, ... a meiguice da esposa, ... o convívio do calor dos amigos, ... o "sarramoucar" do sofá, ... os ditarotes do povo, ... o ajudar aqui e ali, ...o ler ... a broa quente acabada de "desbroar", ... o crepitar da cavaca, ... o caminhar descalço, ...
Sim, continuo é claro, ... não tanto quanto eu desejo, mas vou continuar a dedilhar, ... pois que agora me caiu na "lembradura", o ímpeto de "e se juntasse meia dúzia daquelas histórias, que ali se amontoam, e fizesse algo mais?".
Sem tentar não se sabe ... volto já!
sábado, 22 de janeiro de 2011
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
Passa I
É certo, que o costume e a tradição, instiga-nos a tomar os desejos, e a acreditar nas passas ...
Certo e sabido, os desejos tomados, a entrada com os dois pés no novo ano, e enfrentar o dia-a-dia, ...
Uma delas, que me soube a passas, ostentava um desafio físico e moral, maior. Esse pequeno verbo, que vive de á uns tempos para cá, ao nosso lado, na nossa algibeira, no nosso quotidiano: poupar.
E conforme desejado, assim aplicado. Orientado o dia de trabalho, chega a hora do repasto, o recargar de energias, ao meio do dia. A deslocação, mais que não é muita, 4 minutos, num veículo movido a diesel. Optei por começar a poupar, para já no trajecto: poupo uns trocos no consumo e no desgaste do veículo; movimento o atrofio e o tédio sedentário de uma profissão de expediente geral; e poupo o meio que nos suporta.
É certo que aumenta para 13 minutos, uma deslocação com este veículo pedestre. Mas a compensação e ganho é superior: o saudar e meter conversa com pessoas que eu não via á séculos; o passar pelas terras frescas e amanhadas; o reparar pela transição e mutação do ecossistema; o clarear de ideias; o orar connosco próprios, pelos nossos, pelos amigos, por todos em especial ...
E eu com a mais pálida ideia de que engolia desejos, e daria um término ás passas.
Mas não ... começo a cumprir, uma fase ... ser mais verde.
Certo e sabido, os desejos tomados, a entrada com os dois pés no novo ano, e enfrentar o dia-a-dia, ...
Uma delas, que me soube a passas, ostentava um desafio físico e moral, maior. Esse pequeno verbo, que vive de á uns tempos para cá, ao nosso lado, na nossa algibeira, no nosso quotidiano: poupar.
E conforme desejado, assim aplicado. Orientado o dia de trabalho, chega a hora do repasto, o recargar de energias, ao meio do dia. A deslocação, mais que não é muita, 4 minutos, num veículo movido a diesel. Optei por começar a poupar, para já no trajecto: poupo uns trocos no consumo e no desgaste do veículo; movimento o atrofio e o tédio sedentário de uma profissão de expediente geral; e poupo o meio que nos suporta.
É certo que aumenta para 13 minutos, uma deslocação com este veículo pedestre. Mas a compensação e ganho é superior: o saudar e meter conversa com pessoas que eu não via á séculos; o passar pelas terras frescas e amanhadas; o reparar pela transição e mutação do ecossistema; o clarear de ideias; o orar connosco próprios, pelos nossos, pelos amigos, por todos em especial ...
E eu com a mais pálida ideia de que engolia desejos, e daria um término ás passas.
Mas não ... começo a cumprir, uma fase ... ser mais verde.
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
Um novo ... jogo.
Dou as ultimas cachimbadas, ... coço a barba de cinco dias ...
A cadeira balouça á orla do horizonte, ...
Anoitece ...
Aguardo a chegada do novo intruso ...
Um chá verde dos Açores que fumega, umas bolachas de canela com leve aroma a gengibre, ... beberico uma golada, ...
Arrepanho a manta de retalhos, que me aquece as pernas ...
... já o ouço ao longe ... ele aí vem! ... mais uma baforada.
"Adeus! Até nunca mais!" diz-me o parceiro, levantando-se, e desprotegendo o rei ...
"Xeque-mate!" num aperto de mão cansado.
"Foi um bom desafio. Alguma luta, sofrimento, recuos e alegrias. O próximo que virá, será um bom partido!" fechando a porta atrás de si, surrateiro ...
Carrego o cachimbo que já se apagou, ... calmamente, que não há pressa.
Antevejo, que o próximo, não será fácil ...
Recoloco as peças no tabuleiro, ... acendo o cachimbo, ... estou pronto!
A cadeira balouça á orla do horizonte, ...
Anoitece ...
Aguardo a chegada do novo intruso ...
Um chá verde dos Açores que fumega, umas bolachas de canela com leve aroma a gengibre, ... beberico uma golada, ...
Arrepanho a manta de retalhos, que me aquece as pernas ...
... já o ouço ao longe ... ele aí vem! ... mais uma baforada.
"Adeus! Até nunca mais!" diz-me o parceiro, levantando-se, e desprotegendo o rei ...
"Xeque-mate!" num aperto de mão cansado.
"Foi um bom desafio. Alguma luta, sofrimento, recuos e alegrias. O próximo que virá, será um bom partido!" fechando a porta atrás de si, surrateiro ...
Carrego o cachimbo que já se apagou, ... calmamente, que não há pressa.
Antevejo, que o próximo, não será fácil ...
Recoloco as peças no tabuleiro, ... acendo o cachimbo, ... estou pronto!
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
Unique!
A noite chegou, e o afoito também: o preparar da janta, o pôr da mesa, o atiçar do lume, o pôr a converseta em dia, o preparar dos últimos doces, o abrir da "pinga da boa", o pôr a brincadeira no dia certo, ... o alarido da véspera de Natal.
E há momentos e momentos ... o abrir dos presentes. É claro que só os filhotes participam, mas mesmo assim é uma alegria de um momento que se expande por dias e dias. Compensa tudo!
A reacção do grandão, foi o momento para todos, em que sorrimos e rimos, e aquecemos os nossos corações; especialmente a sua estupefacção, ao rasgar do papel de lustro, e o momento que abriu toda a sua boca em espanto, com o queixo totalmente caído, e arregalando os olhos, ... apeteceu-me dizer: "unique!" só para enfadar, ... mas salvei o momento para mim.
E há momentos e momentos ... o abrir dos presentes. É claro que só os filhotes participam, mas mesmo assim é uma alegria de um momento que se expande por dias e dias. Compensa tudo!
A reacção do grandão, foi o momento para todos, em que sorrimos e rimos, e aquecemos os nossos corações; especialmente a sua estupefacção, ao rasgar do papel de lustro, e o momento que abriu toda a sua boca em espanto, com o queixo totalmente caído, e arregalando os olhos, ... apeteceu-me dizer: "unique!" só para enfadar, ... mas salvei o momento para mim.
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
Sentir, o que sentem
O grandão adoeceu, ... quem corre, salta e ginga, ... de repente pára.
... ficamos de rastos, e arrasados, sem saber o que fazer, supondo o que nos vem á cabeça ... chorando, olhando-nos no olhar, ao menino que resta, indefeso.
Sentimos o que passa na alma de amigos, que não conseguem socorrer uma maleita que seja, aos seus rebentos.
Contudo estamos, esperamos e cuidamos, com caldos, mezinhas e mimos ... e ao final, depois da tempestade, a bonança, o riso, o salto, o abraço, o beijo, o sorriso ... compensa.
... ficamos de rastos, e arrasados, sem saber o que fazer, supondo o que nos vem á cabeça ... chorando, olhando-nos no olhar, ao menino que resta, indefeso.
Sentimos o que passa na alma de amigos, que não conseguem socorrer uma maleita que seja, aos seus rebentos.
Contudo estamos, esperamos e cuidamos, com caldos, mezinhas e mimos ... e ao final, depois da tempestade, a bonança, o riso, o salto, o abraço, o beijo, o sorriso ... compensa.
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