segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Festas / m2

Festas, festas e mais festas, ... e outras festas ainda, quando estas festas ainda não chegam.
Estamos no ponto, no exacto momento, da concentração de festas por m2, ou melhor, por dia ao quadrado (será que esta medida de grandeza existe?) entre jantares de família, de empresa, de fornecedor, de aniversários, de comemorações, e afins... Ufa! Já não sei onde isto tudo irá caber, ou não caber. O que vale, e este é o verdadeiro lado positivo da quadra, é o ginásio, e a bicicleta, para mexer... mas eles não trabalham sozinhos, tenho que dar o corpo ao manifesto: suar e suar, queimar e queimar, tonificar e tonificar, alongar e alongar, e ... ai as minhas cruzes, que a vontade é para pôr de lado,que o tempo está ocupado por festas, nem me lembrava. Só dá mesmo é para mexer a boca/dentes e as pestanas. O resto é para acumular. Que se dane... inicio o próximo ano com um grande objectivo: perder o excesso do ano transato. AAAARRRRGGGGHHHH!
Mas como resistir a tantas coisas boas: bacalhau cozido, com couves de corte, e ovo cozido; escangalhado e bolo de rei; galette e tarte de maçã com bola de gelado; vinho tinto alentejano, Chaminé, EA, Cartuxa,; um Lambrusco fresquinho; brigadeiro ou fondant de chocolate; peru trinchado e com castanhas assadas;

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Ponto mais elevado de Portugal Continental.

Vou vos dizer! Estava fria, e molhada! Foi e atesto, o que se passou este fim de semana, a 1900 e uns trocos de altitude, de Portugal Continental. Neve e chuva; grande sensação, e grande molhada. Todos brincamos, todos jogamos umas bolas de neve, e todos se rimos em família. Só o miudo é que não gostou da sensação, do frio e aragem, mas segundo a mãe, e volto a frisar, segundo a mãe, sai á mãe: friorento. Não aguenta um pé descalço no chão, uma água fria nas mãos, uma chuveirada mal temperada por engano, uma água do mar nos pés, ... mas daqui a uma dúzia de anos, se for preciso é piscinas frias com brincadeiras, é mergulhos no mar com as amigas, é surf na crista da onda, ... e tudo isto que eu veja que ficarei extremamente feliz. Bom mas isto era uma nota de rodapé, adiante. Os dias que tanto desejamos durante o ano, tinham chegado: beijar a neve. No entanto foi pena o excesso de humidade; eu sei fomos ver neve, ou humidade solidificada, mas com chuva é de mais. Queria ter experimentado os famosos dotes de "sku", que é um dado adquirido de todos, mas não pude: a neve e a chuva não acasalam bem... Paciência, fica para o ano, ou ainda, para o ano há mais. Até se pode dar o caso de cair neve a baixa altitude, como acontece de ... não sei quantos em não sei quantos anos, e deste modo assistir ao vivo e a branco, á queda de neve sobre o jardim, sobre a horta, sobre os telhados, ...
Talvez haja hipótese, e grandes probabilidades disso acontecer, e ser este o ano, definitivamente... "a ver vamos - dizia o cego" (célebre provérbio desbloqueador de conversas).
Contudo, o que mais me impressionou foi o facto de toda a nação se lembrar de ir á Torre naquele dia. Há tantos dias durante o ano, e sinceramente todos se lembraram nesta época. Não sei porquê, o pessoal lê pensamentos, ou entrelinhas, não sei. Foi um maremoto de gente. Pronto! Tinha que falar das filas de trânsito, das famosas "embuteiages" (calão luso francês); sim 1h e 26 minutos para chegar á Torre; e quando senão, como famoso alpinista, atinge o famoso dito cujo cume, a brigada da neve (G.N.R.) manda retroceder e nega a tentativa de entrada no acesso á famosa estância, e tudo se desmorona; eu fiz estes quilómetros todos, para vir tocar no chão sagrado da Serra da Estrela, e ... nada. Simplesmente: "Inverta a marcha!". "Boa!", diriam os filhos; "Exacto!" diria a esposa; e eu simplesmente saliento: Correcto. E a poluição que fiz para chegar até este santuário de brancura e ar fresco? Ninguém olha a isso não é. Nem eu.... já que está na moda, vou criar uma petição, para todos os portugueses se unirem numa luta contra a poluição da Serra da Estrela: pedirmos a imposição de um aeroporto internacional, junto á Torre; um teleférico para cada concelho do país com ligação a Torre, com visitas de 10 minutos ao cume; pedir a transferência do traçado do TGV a passar obrigatoriamente ao lado da Torre, com paragem na taberna de queijos e enchidos. Talvez consigamos algo, ou não!

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Visão resumida sobre o processo RVCC

In visão resumida sobre o processo RVCC, por ditonysius:
"Tudo começou numa conversa de café: qualificações para cá, capacidades para lá, as exigências dos recursos humanos a nível empresarial, os patamares e os objectivos a longo prazo, … Enfim, uma conversa que arrancou, pedindo um café, ponderando a irreversível questão: “… e porque não?”. Não tenho nada a perder, só a ganhar; termino assim um objectivo há muito iniciado, não concretizado, e encostado a um canto, por objectivos de força maior na altura. “… Aquilo é muito simples, é só escreveres um pouco sobre a tua vida, e ficas com uma equivalência do 12º ano de escolaridade.” Vamos a isso.
Fiz a minha inscrição na ETAP (Pombal), no gabinete do CNO, entregando toda a documentação necessária. Apareci na primeira reunião de grupo, coordenada pela Dr. Patrícia Ferreira, juntamente com alguns interessados neste processo de validação. Éramos cerca de 14, se bem me lembro. Ouvimos todo o desenrolar do processo: como se processava, toda a panóplia de abreviaturas, e o seu sentido, balanços de competência, domínios individual, profissional, institucional, e global, créditos, validações de júris, … Pé atrás! O que se passa aqui? Para quê isto tudo? Trabalho de casa: “Um percurso de vida” e “Uma rotina diária”. Já dois trabalhos sem quê nem porquê. Vamos lá.
Com tempo, mas contando todas as horas que faltavam para uma avaliação individual, redijo um percurso de vida; e eis senão que começo a escrever, escrever, escrever, e rebobino a minha vida, desde o nascer até hoje. Que engraçado: um primeiro trabalho, e uma abordagem que nunca fiz … “Um percurso de vida…”. Após a conclusão entrego os trabalhos, e é marcada uma reunião individual com a técnica/psicóloga Dr. Patrícia Ferreira. Após esta sessão, fico habilitado a entrar neste processo de avaliação de competências.
Na segunda sessão de grupo, é-nos apresentado o profissional Dr. Pedro Pimpão, que nos irá orientar neste desenrolar de vivências. É curioso… a quantidade de vezes que eu passaria absorto, mesmo ao lado, por vezes mesmo ignorando, determinado assunto, e estar agora intrigado, ou mesmo absorvido no seu objectivo. No entremeio, somos instruídos para vários domínios que devemos abranger nos balanços de competência, e, a posteriori, no PRA (Portefólio Reflexivo de Aprendizagens), através de formadores específicos de cada área: CP (Cidadania e Profissionalidade) com a formadora Célia Pereira; STC (Sociedade, Tecnologia e Ciência) com a formadora Cátia Cardoso; e CLC (Cultura, Língua e Comunicação) com a formadora Ana Mendes; grandes ajudas no desenvolvimento específico de cada área.
Após tecer, organizar e desenvolver, com a ajuda do mentor do grupo (S34), os balanços de competência, passei para uma fase mais cuidada e aliciante: o Portefólio Reflexivo de Aprendizagens. Aliciou-me porque deu-me o prazer de dissecar a minha vida individual, incrementada na vertente profissional, focando o aspecto institucional, num aspecto global.
Após a compilação de todos os trabalhos, emendas e balanços, entreguei o trabalho e preparei-me para o Júri de avaliação: primeiro um Júri Interno, e depois o Júri Externo. … O aperto de coração era enorme, os nervos estavam à flor da pele, … mas correu-me muito bem…, nada do que eu esperava, mas surpreendi-me a mim próprio. E no final, a satisfação do conjunto: eu e a equipa de formadores, por termos conseguido alcançar os objectivos a que nos tínhamos predisposto.
E hoje paro e penso: valeu a pena? Claro que valeu. Pelo ensinamento, pela vivência, pelo objectivo alcançado, pela aposta num caminho, e especialmente pelo objectivo a longo prazo: o ingressar no ensino superior, para um curso específico ainda por delinear.
Em conclusão, o RVCC acabou por ser uma alavanca, um empurrão, pois que depois de ter realizado este processo, conclui que os sonhos, os projectos que estabeleci, em conjunto com a minha esposa e filhos, se encontravam a um passo; um passo que já estou a dar. Por um lado, pesquisando e analisando as disponibilidades a longo prazo, de cursos/formação para aquilo que mais ambiciono: criar um negócio numa vertente de restauração; um espaço lúdico, onde a literatura, a música, a cultura num modo geral, e a degustação de um vinho, de uma refeição, se cruzam numa alegre tertúlia de vivências individuais. Por outro lado, continuar a descobrir o prazer de ler e, preferencialmente, escrever, inscrevendo-me na SPA (Sociedade Portuguesa de Autores), dando asas a possíveis textos/criações literárias. "

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Enólogo, de vez em quando

Ando numa de provas... como se fosse um enólogo, mas a nível amador, e para mais o que me diferencia é que engulo o vinho; não faço provas!
As opções para esta semana foram duas: "Mestre Franco" e "Porca de Murça", um alentejano e um nortenho. São presentáveis e sabem bem. Deixam um aroma simples e não misturado. Gostei de acompanhar o coelho assado e os legumes gratinados com o visitante alentejano, acabando numa dança de requeijão com doce de abóbora; também aproveitei o resquentado de bróculos, com bacalhau assado na brasa, com um fio de azeite e um dente de alho, misturando o sabor nortenho, com o culminar de uma bola de gelado deitada num leve creme de ovos. Duas boas opções e a registar, só me falta mesmo é o ano dos vinhos, mas algo que vou pesquisar (vou pôr aqui um Post It).

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

É de vez... e tinha que ser

Basei! ... Acabou!!!!!
Cortei o embrião com uma ocupação em nome próprio, e ligado á familia. Definitivo e sem revés! Cappute!
Estou neste momento a formatar o cérebro; deixar o aquecimento central, recuperadores, e afins. Com pena, mas deixo !
Volto ao ponto de onde comecei á 16 anos atrás. É verdade! À 16 anos atrás... (até faz eco). Bom independentemente disso, tinha uma repartição do cérebro, ainda com todos os ficheiros do transacto. Foi só fazer um recorery para tudo começar a entrar no carril; embora passado dois dias me tenha ido abaixo do sistema! É verdade, entrei em colapso.... foi muita informação processada, a passar dum compartimento para outro de uma só vez. Fiquei desconectado...flipei, já não dizia coisa com coisa! Ou seja fiquei em casa com a minha esposa e o meu catraio, enfiado no meu pijama verde de flanela ao lume, tal como um verdadeiro pensionista constipado, a beber chás de cidreira caseira (pub da labra), torradas de pão alentejano (pub de regionalismo), barradas com manteiga Primor (pub). Foi o que me valeu; foi esta mezinha de infusão; é que no dia anterior tinha chamado pelo Gregório (pub das semanas académicas), redobrado sobre o trono de porcelana da Sanitana (pub). Isso é que foi! E no final tinha o estômago desvirado, mas ..... AAAAhhhhhhhhh! Que satisfação! Que sensação de frescura! Que leveza! Deu-me a sensação, e eu acredito nestas coisas, que estava a estrabuchar o que tinha passado até então. Nem vou fazer a descrição daquele bolo alimentar, ou quimo, porque nem eu lhe dou uma descrição da textura. Vou-me resumir unicamente ao tom dominante: Negro.
Adiante! Enfim passou! Estou a preparar um plano de integração total Estou a integrar-me..... aos poucos, e passo a passo.

segunda-feira, 28 de abril de 2008

3 15 dias


Boas!
Já lá vão três quinze dias, que não passava por aqui.... As minhas desculpas....!
E com grande pena minha; não tenho tido tempo....
A vida está um autentico desenvolto.... (penso que não estará ligado ás constantes descidas e subidas do preço do barril... penso eu). Muita coisa aconteceu até então: o filhote já diz "PAPAPA"(com baba muita baba), "fffiuuuii !" (penso que já sabe assobiar), "Miam, miam!" (quando tem fome, muita fome), "Inhem" (a irmã), "Vuhm" (avô), e mais curioso não tem palavras ainda para chamar mãe (curioso, atendendo que passa cerca de 12 horas por dia com a minha esposa e nada de "MAMAMA" ou "Mam" ou ainda "Maii"); bom mas já se espressa para justificar fome, sono ou a inevitável fralda suja (bem suja e mal cheirosa), com um considerável grito/berro de alguns décibeis de potência (deve vir de fabrico certamente....); a filhota fracturou o radio junto ao carpo, na escola, enquanto testava a tese do grande Newton, pendurando-se numa baliza da escola, caiu, chorou, foi ao hospital, fizeram uma tala com gesso, e tudo passou de tragédia a autêntica euforia de sessão de autografos; entretanto caiu-nos uma bomba: uma neoplasia tumoral... no Colon Intestinal. BBUUUUUUUMMMMMMM!
(...)
O seleccionado foi o patriarca.... é verdade... com 62 anos de juventude. Já começou a roda viva de seguimentos, consultas, e agora quimioterapia (começa já em Maio); ele está sensibilizado para o que acarreta, e o que aí vem... mas curiosamente, nada o atingiu: o jovem deu-me mais uma lição: vive. O que se faz numa altura e situação destas: primeiro ouve-se tudo e mais alguma coisa, faz-se um resumo e chega-se a uma conclusão: vive. Segundo, marco uma visita médica urgente para realizar uma colonescopia rectal (hugh!); eu e o meu irmão, visto poder ter tendências hereditárias de possível formação; e quanto a isto segunda bomba: SPPRRROOOOSH!