sexta-feira, 30 de agosto de 2019
Simbiose de amigo...
Perdi hoje um grande amigo, companheiro, ou qualquer outro sinónimo, adjectivo ou sentimento, de alguém apaixonado por nós e pela vida,... confidente de tantas madrugadas faladoras, de ensurdecedor silêncio, ofegantes geadas, monções de orvalho,... entendíamos-nos numa simbiose natural, tu cá tu lá, que ninguém entendia... acima de tudo respeitávamos os espaços e as vontades, com um aperto de mão! Sempre demonstrou a sua fraternidade, felicidade, de coração cheio, naqueles sorrisos dissimulados e desapegados... mesmo em dias de “cãzoadas” duma semana, voltava sempre; batia à porta escanzelado, á espera dum abraço e duma malga de ração reforçada, á rasquinha para me contar as suas aventuras, por outras terras,... dono do seu e do nosso espaço, guardador de mimos, não haverá igual, tenho por certo! Os miúdos na sua ternura, punham-no maluco, um bom louco!
Ontem despediu-se num último olhar, num último suspiro, ... impotente já não consegui socorrê-lo, removê-lo da sua condição de moribundo, fiquei no meu posto, magoado pela minha "indiferença momentânea"... pediu que o deixasse só, descansando onde mais gostava de dormir as suas frescas e barulhentas sestas ... afaguei-o na sua cama de ervas... enterneci a palma da mão no seu pelo brilhante,... até já, companheiro desta vida!
quinta-feira, 8 de março de 2018
Dias da mulher...
Eu sei, é para destacar e lembrar alguns, neste mundo machista, ... para marcar uma diferença!
Como casal, nunca apontamos diferenças disto ou daquilo: "que eu faço a lida da casa, tu fazes aqueloutro, que eu viro cabozes e tu sicranos"... repartimos as coisas, é mais fácil. Há aquelas querelas de casal, quem as não tem, mas diferenças por ser macho ou fêmea, ... nunca! Faço e ajudo no que sou capaz, o mesmo na cara metade; se não consigo, faço o que posso e sei, ponto parágrafo.
As minhas marias, põem-me louco, mas penso que seja esse o seu papel neste mundo, com a agileza da sua beleza, do seu mexer, do seu tornear de palavras, enfim ... com os seus atributos: cumplicidade, paixão, conforto, segurança, felicidade, compreensão, aquele ar sexy, ousadia, o olhar de "boazuda" e sobretudo muito amor...
Aos dias delas... ao que somos sem elas!
segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018
Liberta a mente, ... agarra o teu espírito!
... anda muita coisa atravancada!
... coisas, mesquinhices, empilhadas em desordem, que me ocupam, sem valor!
... protejo o que é mais rico de uma vida: amigos, sorrir, amor, felicidade.
... abro a caixa, tapada nem sei porquê!
... aceito o rodeio, o travo, levanto a âncora ...
... o vento flui, empurra, orienta-me para um horizonte que é!
... o céu é o limite, a terra tem aroma de nova decisão.
... a pessoa é o que sempre foi, liberta a mente, limpa o sótão.
... agarro o que já é meu.
segunda-feira, 2 de outubro de 2017
Bafejo de inspiração...
Por vezes é do tempo, do vagar, ou da preguiça.
Ela por aí anda; falta é sentar, parar, sentir, e soltar o deixar levar...
Cá estou de volta, com ela, prometo... "taco a taco", de caneta em riste.
quarta-feira, 10 de maio de 2017
Licantropo ocioso ...
O Luar, perfurava a janela numa claridade silenciosa e incomodativa...
O ranger da cama, entoava no quarto esconso, em tom de espertina. ... o canastro retorcia de um para o outro lado, numa mística dança metamorfósica, ... ora estirado, ora fetal.
Os pelos eriçavam-se, por alguma frialdade da madrugada, que enchia silenciosamente a penumbra ... aconchego as cobertas.
O travesseiro lutava, para aconchegar a cachimónia... As unhas arranhavam os lençóis, numa desesperada fuga, tentando ancorar finalmente num descanso.
O zumbido subia gradualmente, entrando já no sonho, atormentando o sono.
"Desliga o despertador!" disse me ela, virando costas em conchinha.
"Arghhhhhh!" lancei um braço, para inibir o zumbido...
"Levanta-me esse coiro!" pensei eu, num entorpecido contorcer matinal, estalando e repondo as articulações do animal vertebrado.
5:40 hh:mm ... que noite de lua cheia.
terça-feira, 9 de maio de 2017
Rimas a saca-rolhas... #or
"Ai, amor!
Sinto a dor,
de me levantar num ardor,
deste sofá, e ir ao refrigerador,
buscar uma bejeca de fresco sabor!
Fazes-me esse favor?"
Olhando com furor,
responde com rubor:
"Não estou de bom humor!
Limpa-me esse ocioso suor,
Com algum vigor,
Que não suporto este calor,
E traz me uma também, ... andor!"
quinta-feira, 4 de maio de 2017
A Primavera e o amante...
A Primavera anda enamorada, ... cabeça perdida diria.
Em noites quentes, veste-se de ousadia curta, e sai ... ilude e embrulha o Verão, numa paixão, entre copos, becos e danças, que flui em beijos linguados, e calorosos apalpansos ... a noite desvanece, entre corpos suados, na cama.
No dia seguinte, chora, recatada no ombro do Outono, junto á lareira crepitante do Inverno, com uma malga quente de trovoadas, ... o Verão partiu de novo para os trópicos!
Não há quem perceba, a sua paixão!
sexta-feira, 17 de março de 2017
De filhota, a mulher...
Olhando para trás, poucas memórias legíveis vão permanecendo como marcos inesquecíveis nas nossas vidas.
Hoje, o meu rewind , lembra um dia de parto, ... o gentil pegar de colo, a primeira roupa, o primeiro berro, ... o choro desalmado de uns pais felizes e inexperientes, e a saída gloriosa da maternidade, prontos a defender de escudo e capa, como os super-herois.
Em stop motion, no dia-a-dia, os valores, o amor, o orgulho, o crescer, o ensinar, o proteger, o sorrir, o apoiar, ... a vida!
A princesa, pé ante pé, vai subindo na hierarquia, ... de filhota, a mulher.
Parabéns filhota, ainda!
quarta-feira, 8 de março de 2017
São mulheres...
Ao nosso lado, numa "conchinha", num choro, num abraço preocupado, num beijo leve, num piscar de olho, numa chamada de atenção, num mordiscar de lábios, num sorriso sedutor, numa tarefa dura, numa galhofa esgalhada, num colo aconchegante, num pentear despreocupado...
A silhueta encanta-nos, ... chama-nos á razão.
São avós, meninas, mães, raparigas, filhas, netas, ...
Tirando este, são todos os outros dias, ... são mulheres.
terça-feira, 14 de fevereiro de 2017
Este dia, como outro, tem tudo para nós.
"Este dia, tem tudo para nós,..." disse apertando-a entre-braços. O sorriso abre, ... mordisca os lábios ardentes.
A telefonia do Corola Deluxe vermelho, de porta aberta, sussurra um som leve, entre Barry White, Van Hallen, Jacques Brel, ... tempera o momento.
Esvoaça o cabelo preto ao leu, o peito aquece-me a paixão e o desejo, ... distrai-me.
O olhar, verde mel ao entardecer, espelha a companhia do sol quase posto, ... a silhueta no seu vestido marron azul retro decotado, desorienta-me.
Contudo, aperto-a mais um pouco, cruzando-a nos braços ... o vento começa a soprar a sul, com intensidade ... é forte e quente.
Beijo-a num ímpeto, para não me fugir.
Amanhã, terás o mesmo para nós,... um dia para amar.
segunda-feira, 30 de janeiro de 2017
Um sorriso de verdade
Isto, ... algo etéreo que entra sem caução, entre estados de ser.
Surge entre pequenos momentos, ... pequenas lutas, sente-se.
Não sei, ... mas ostentar, sabe bem saborear o som da lufada.
Abre o coração, a mente, liberta uma calma, uma paz.
Deixa-nos ... bem.
Chega um sorriso, ... um, nada mais.
Toca de leve, ... irradia, explode, expande em eficiência.
sexta-feira, 23 de dezembro de 2016
Condimento para um Natal
A casa era esconsa nos cantos, paralela á sebe do jardim, rectilinha no carreiro, branca caiada a desmaiar num esboço grosseiro, ... Viviam lá três habitantes, uma lareira acesa, uma cantareira, e por vezes duas pessoas e um animal. Á janela uma vela, ... lá fora um frio de neve.
A mesa tosca de pinho nervurado, mantinha a mesa posta, que aguardava a ceia, ... dois pratos fundos de madeira talhados, duas colheres, dois copos, uma panela fumegante que esfriava lentamente uma canja de pombo, um jarro de coalhada fresca preparada no dia anterior, um pão cozido na manhã... ela repartia a companhia de um fogo crepitante que dançava e consumia uma cavaca de zimbro e duas de pinho.
Ele saíu a meia tarde! O gato mandriava junto á porta. Zagalote ás costas, 3 balas, 2 delas oxidadas, saco de pólvora, pedra de pederneira, mecha seca no bolso do capote, uma candeia. No meio do pinhal, a tarde entardecia, ...
De candeia acesa, cachimbo na boca, balbucia vapor e fumo ofegante entre passadas fortes na neve densa, ... orelhas atentas a qualquer movimento; nesta altura do dia, a predominância de vampiros chatos, lobisomens atroadores, almas de cabeça perdida, ... um misto de vasqueiro de outro mundo, entorpece o som, o odor, a visão ...flocos de neve resistem á lei da gravidade, solenemente.
O por do sol mostrava o seu ultimo raio, e alaranjava com rosa e azul o horizonte, ... nada de pressas.
Abanca junto a um cepo abatido nalgum temporal, que jaz sob um manto de musgo e neve, que encobre a sua figura... carrega o zagalote pacificamente, afia o fio do cutelo, nivela o relógio de areia, monta a armadilha com teia de aranha, coloca o isco: um punhado de flor de sal; reserva. Posiciona a arma entre raízes soltas e grisalhas, dedo no gatilho... Pôe-se á coca, ... mira entre a neve e árvores, o vislumbre de uma silhueta ... e espera, e aguarda. Traga um gole curto da pequena cabaça com aguardente, travo a canela. Aquece a alma por instantes.
Acata as ordens do tempo que urge, e do resto da luz que sobra da candeia. A noite já se impõe, as constelações vão-se espalhando pelo manto celestial. Vai ter que desistir, a presa não surge. Guarda tudo de novo na sacola, desarma o zagalote.
Volta as costas desapontado, ... regressa ao trilho para casa, ... 11.235 pés de distância, ... não haverá petisco para a festividade anual, somente um cântaro de água que aquece á lareira, uma canja de pombo fria, o colo do gato pachorrento, o amor da mulher...
Muitos pés gelados e encharcados a trilhar, vislumbra a pequena chama acanhada que acena da sua casa.
Com a pesada noite de escuridão, ao longe ecoa um som agrupado, entre galhos partidos, cavalgadas crepitantes, que amplifica pelo silêncio da floresta; vultos prateados que chicoteiam a alva neve, em coreografia desencantada. Centenas, dezenas ou milhares, não sabe, que se movem em migração, na sua direcção, ... será esmagado, ou triturado talvez.
Puxa o zagalote; recarrega sem pressas; apoia um joelho no chão, estala a neve; encaixa o coldre ao ombro; o alvo principal está na mira: o líder mostra o ataque no olhar ofegante da sobrevivência.
Fixa o olho cristalino,... desfere o gatilho, ... o projéctil voa, ... rasga a carne, ... cai a vitima. O grupo separa-se. O silêncio abocanha o que resta do tiro que ecoava gelidamente.
Atira o zagalote ao chão. Puxa o cutelo, e salta para a besta, ... amanha-a. Abre a sacola, agarra um punhado de flor de sal, e tempera-o. Sorri. Recolhe os artefactos. Regressa ao carreiro.
O trinco roda, ... ela assusta o gato, com um levantar preocupado, ... a porta abre-se. "Nicolau!" diz ela. Ele entra, ... o calor aquece o rosto, e o beijo dela. Pendura a presa na parede, ... a sacola no chão acompanha o zagalote.
"Teremos um belo Natal!" coçando a barba branca, pendurando o carapuço.
Ela reaquece a canja, ... amanhã é véspera de Natal.
domingo, 27 de novembro de 2016
Carrasco de palavras...
"Princesa! ... Tenho algo para te dizer." manteve o olhar fixo na minha mensagem... apreensiva!
Encaminhavamo-nos para mais uma sessão matinal em agrupamento...
"A mãe ligou, a dizer que ..." engoli um pouco em seco, e ..."a bisavó faleceu!"
A reacção não foi explosiva, ... reservada, contida em respeito, sem derrame. Guardou, verteu a lágrima de respeito e ... seguimos.
... Escolheu uma música para o momento, ... postou a sua emoção.
"Grandão! ... Quero falar contigo, ... um assunto importante! " disse-lhe.
Libertou o olhar da televisão, que o sugava em mais um episódio fascinante, parolo, com alguma pedagogia talvez, ... encarou-me em tom semi-sério que eu tentava ostentar sem resultado. Bem que cruzava o léxico mais próprio, e dei uma volta, ou volta e meia para clarificar com palavras, mais ... brandas, o sucedido. Mas não haveria palavras, muito mais explícitas que estas!
"Sabes que a bisavó, estava doente, no hospital, ... e há muito tempo que estava fraquinha! E hoje ela não aguentou!" Informei...
... E agora devo florear, contornar o assunto, construir um épico, ou simplesmente dizer ... "Morreu!"
O momento libertou a emoção, as lembranças, a paixão pela vida e tudo o que foi vivido, como uma criança que perdeu um segundo de felicidade pura...
Chorou, arrebatado das emoções, do seu coração de manteiga mole, que viveu sorrisos espontâneos, mais uma vez digo e sublinho, únicos ... encostou-se a mim, sem senão, num abraço.
" O bisavô precisava dela, também tinha saudades. Por isso foi ter com ele! Estão agora os dois felizes!" amaciei o pêso do momento... As lágrimas, humedeciam-lhe a face, escondiam-lhe o sorriso traquinas, tão próprio... compreendeu na sua ingenuidade.
No fundo, no fundo ... sou um carrasco de palavras, um colhedor de emoções, um bom vivant de amizades.
quinta-feira, 17 de novembro de 2016
Rimas a saca-rolhas... #alho
"Nevalho"!
Baaaaah! Que manhã de orvalho, ...
Humidade; que baralho!
Nem vejo da minha porta, o carvalho.
A pele parece um frangalho;
Melhor levar um agasalho,
Não vá eu ter que ficar ao borralho.
Eu p´ra aqui a partir um galho.
Que caralho...
Afinal é nevoeiro!
Baaaaah! Que manhã de orvalho, ...
Humidade; que baralho!
Nem vejo da minha porta, o carvalho.
A pele parece um frangalho;
Melhor levar um agasalho,
Não vá eu ter que ficar ao borralho.
Eu p´ra aqui a partir um galho.
Que caralho...
Afinal é nevoeiro!
terça-feira, 13 de setembro de 2016
Parabéns moça...
Vira os anos que tem, do avesso, e não lhos dá, ... ao ritmo do deambular da vida, vive, a amizade, o amor, a sedução, o "je ne c´est pas quoi", os garotos, ... para nós.
Ergue a sua fresca juventude, ama sem senão, chama a razão ao coração quando tem que ser.
Pede um mimo bem recheado, um beijo bem puxado, num olhar maroto.
Parabéns moça, continua assim...
quarta-feira, 13 de julho de 2016
Parabéns "grandão"!
Hoje, agora, nesta hora, o "grandão" medra.
Travesso, característico á idade, e aos pais, mostra-me, a olhos vistos e orgulhosos, o rapazinho que se atira destemido, mas com um pé atrás, para a vida.
Um pouco desarrumado, eu sei e ele também o assume, mas nada que ofusque o homem que cresce a pouco e pouco, e que pergunta "o que é, como funciona, gostava de fazer", e sobretudo "eu faço!" Desvanece as suas névoas, bebendo e folheando livros, experimentando e desmontando.
Amigo do seu amigo, sofre por antecipação, goteja os problemas quando tem que ser, volteando meia volta para ladear teimosamente um obstáculo.
O colinho quando tem que ser, um cavalito e uma história para adormecer, um sono de sonhos profundos e bem vividos ninguém o pode demover..
Alegre caseiro, pensador enérgico, deambula pelo seu caminho de vida, apoiado em nós, na princesa, e amigos.
Parabéns "grandão"! Tens-te feito um rapazão!
sexta-feira, 20 de maio de 2016
Pegar a besta ... outra vez!
Mais vale um momento vivido, que a periferia das correrias, para mais que há tempo para tudo e mais alguma coisa.
Escalabarda-me todo, ... arrasa-me.
Sento, penso, sinto, ... nada há a fazer, que só enfrentar, tomar a cabeça da besta, e erguer o desanimo, o desalento, em peso.
As palavras já não confortam, já não elevam a alma, mesmo mostrando que o céu, afinal, não tem limite, ... acima dele há um vazio, uma frieza desnuda... ele sabe.
Nada mais há a dizer, que viver o ligeiro sorriso de um momento.
O que tem de ser, tem de ser, ...o abraço prolonga-se.
quinta-feira, 17 de março de 2016
Hoje é o dia... parabéns!
Enfrenta a manhã taciturna da irreverente adolescência,
Rebelde de carácter, apaixonada na meiguice, ... no olhar, arranca um esgalhado sorriso, com palavras e postura, ... mantêm!
Abraça a amizade, ao seu enorme e frágil coração, ...fielmente, sem conversas tortas.
Enobrece a casualidade dos momentos, ... respira-os atenciosamente.
Cumpre as expectativas do crescer, na calma, sem muitas ondas, humana e humildemente.
Ouve e brinca ... nas melodias, palavras, e imagens, com a vivência arrebatada, de cada cenário.
Espaneja e espanta os humores desinteressantes, ... colecciona atitudes que a marcam.
Pede-nos o colo ou um ombro, quando o mar está revolto, a tempestade melindrosa, as flores abrem, ou os passáros cantam!
Chora, poda, impa e brinda aos instantes, para rir, ... sobretudo, ... para rir!
Tudo o que a amamentou, de bases firmes, e sentidas, ...que me orgulha aos meus olhos.
Sê feliz, ... parabéns!
quarta-feira, 25 de novembro de 2015
Respeito a minha e a dos outros...
Com o passar do tempo, que passa à sua conta e medida, ou seja, com 24 horas por dia, 365 ou 366 dias por ano, conforme se comum ou bissexto ... o que acaba por não ser um tempo por aí além, mas é o que temos, vou vendo coisas que admiro, e que me surpreendem.
Nesta questão ultima, do bombardeio dos "mass media", sob governos, democracias, primeiros e vices, indigitados, de gestão, "tachos", "dores de cotovelo", debates, ... etc e tal, que a lista é longa, e pelo andar da carroça, tenho que começar a poupar agora, vejo que quem se mantinha á parte, sem opinião, braveja aos quatro ventos, contra o estado deste estado.
Muito bem, ... a coisa estava comedida, e agora, ai que aproveitar, penso eu, ... apregoar para ver se alguma coisa cai, ou é remodelada, restaurada, reinventada, sei lá! Resumindo, não guardar, deitar para fora, ou melhor ainda regurgitar.
"Ai se aquele senhor viesse!" implorando aos céus e á terra, uma solução imediata, cataclismática, para acordar do descanso merecido e esquecido, do defunto, aguardando a sua saída apoteótica, com o seu dedo rigoroso, censurador, mas objectivo, ... um apelo "politicó-beato".
Digamos que, nunca num tão curto tempo de espaço, aquele boletim informativo teve tanta importância, ... é necessário absorver qualquer passo mal dado, qualquer lacuna, ,,,
"Durante quatro anos, todos vamos estar bem; depois logo se vê!" em tom sarcástico...
"Agora, que acabamos de sofrer as passas do Algarve, e que isto estava mais ou menos direito, entram esses gatunos, ..." em tom irónico...
"Mais algum que vai encher os bolsos, ..." em tom pessoal... "mas isso são todos, os que para lá vão!"
Bom, melhor será ficar mesmo por aqui, porque há palavras, actos e omissões, que podem ferir susceptibilidades, ... por isso respeito a minha opinião e a dos outros,
sexta-feira, 9 de outubro de 2015
Comentários saudáveis... #5
Situação de almoço, ...
Mesa posta para três, ...
Toalha de xadrez vermelho e branco, padrão quadrado médio, ...
Quatro pratos de porcelana branca, ornamento floral, de uma marca Sueca, ... vieram de França, ...
Saladeira com tomate retalhado em gomos, com fatias de cebola roxa, afogados em azeite, ...
Prato com dois peixes ao desafio, grelhados em brasas: salmão rosado vs robalo escalado, ...
Travessa com "falsos" (vulgo feijão verde), e batatas cozidas, ...
Amotelia do azeite, verde envidraçada, hirta sobre um pires ...
Panela com resquentado do dia anterior, ... Arroz carolino, cozido no molho do galo desossado, ...
Uma leiva de broa, dois papo-secos, ...
Fruteira, com fruta de época de várias nacionalidades, á testa da mesa, ...
A hora é curta, ... só meia hora para almoçar, ...
Encho o prato com o resquentado, especialidade da mãe, e meia dúzia de "falsos", que embebedo numa poça de azeite, ...
"Mãe! Este arroz parece um risotto!" comento, olhando para a consistência cremosa e ligeiramente liquida do repasto ...
"Olha!" enquanto garfeava os gomos do tomate, ... "antes risotto, que chorotto!"
Mesa posta para três, ...
Toalha de xadrez vermelho e branco, padrão quadrado médio, ...
Quatro pratos de porcelana branca, ornamento floral, de uma marca Sueca, ... vieram de França, ...
Saladeira com tomate retalhado em gomos, com fatias de cebola roxa, afogados em azeite, ...
Prato com dois peixes ao desafio, grelhados em brasas: salmão rosado vs robalo escalado, ...
Travessa com "falsos" (vulgo feijão verde), e batatas cozidas, ...
Amotelia do azeite, verde envidraçada, hirta sobre um pires ...
Panela com resquentado do dia anterior, ... Arroz carolino, cozido no molho do galo desossado, ...
Uma leiva de broa, dois papo-secos, ...
Fruteira, com fruta de época de várias nacionalidades, á testa da mesa, ...
A hora é curta, ... só meia hora para almoçar, ...
Encho o prato com o resquentado, especialidade da mãe, e meia dúzia de "falsos", que embebedo numa poça de azeite, ...
"Mãe! Este arroz parece um risotto!" comento, olhando para a consistência cremosa e ligeiramente liquida do repasto ...
"Olha!" enquanto garfeava os gomos do tomate, ... "antes risotto, que chorotto!"
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